Atuação em saúde: princípios, dispositivos e apoio institucional

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O texto do Rubens Alves – colocado por Gustavo Cunha no seu blog – é um bom modo para analisar como a estética pode se colocar e nos "falar mais" sobre clínica ampliada e apontar como um comportamento moralizante contribui para o adoecimento.
E mais. Nos permitem a refletir sobre como pensamos/teorizamos e atuamos/praticamos a PNH.
Vejamos: nada do que o humano faz está desvinculado de princípios, com intenções muito claras (como vimos em Rubens Alves). No caso da saúde, dependendo dos princípios norteadores que baseiam nossas ações podemos produzir doença ou saúde; assujeitados ou sujeitos; manter o instituído ou provocar movimentos instituientes, deslocamentos, desvios para algo criativo; produzir processos individualistas, culpabilizantes ou a construção do comum nos coletivos.
Nossos princípios da "indissociabilidade entre o modelo de gestão e o modelo de atenção" e da "transversalidade"  nos direcionam sempre para a segunda possibilidade destas alternativas.
Buscamos a produção de saúde e a produção de sujeitos por meio do protagonismo e autonomia dos sujeitos em coletivos.
Assim, são princípios norteadores que estabelecem com clareza  os meios para alcançarmos nossos objetivos. Quando falamos em "humanização em saúde", portanto, apontamos para os  meios que nos levam a atingir estes dois princípios. Humanizar significa colocar em movimento nossos dispositivos. Dispositivos com claros princípios e estão sendo estimulados pela Política Nacional de Humanização porque foram (e estão sendo) experimentados no SUS. Partirmos do "SUS que dá certo".
Chegamos, portanto, na clareza do nosso papel – consultores, apoiadores, trabalhadores da PNH – atuar na mobilização de análise dos processos de trabalho das unidades e serviços de saúde para que a autonomia e o protagonismo dos sujeitos implicados (trabalhadores e usuários) se fortaleçam.
Temos defendido que o matriciamento da saúde do trabalhador – proposto pelo eixo 2 da PNH – seja uma diretriz transversal nos movimentos produzidos pelas políticas públicas e os programas em saúde.
Valeu Gustavo, valeu Rubens Alves!!