Saúde e Televisão

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Vejam que importante essa notícia. Seria um momento pra lá de estratégico para pautar questões de saúde junto as grandes redes de TV.

Poucas pessoas sabem mas as redes de TV no Brasil são concessões públicas. Para tal, deveriam disponibiliar em sua grade de programação matérias de interesse público. No entanto, em nome de uma pseudo liberdade de expressão, o que vemos são, em sua maioria, programas submetidos a lógica da mercantilização e do consumo, que estimulam comportamentos preconceituosos, visões políticas elitistas sem espaço alfgum para constestação.

No momento em que a câmara rediscute essas conseções, seria fantástico que os movimentos sociais em defesa do SUS qestionassem o papel do sistema televisivo de comunicação, propondo formas de como ele poderia ser colocado a serviço dos interesses públicos. Mas não só isso. A própria forma dessas concessões precisa ser questiona. Historicamente, elas sempre foram utilziadas no Brasil para consiolidação de hegemonia dos grupos sociais dominantes. É chegada a hora de outras organziações sociais que não só aquelas subservientes aos interesses do capital terem acesso a possiblidade de comunicar suas pautas políticas em condições menos desfavoráveis.

ERASMO RUIZ

Câmara trava renovação de concessão de TV

Estão parados desde 13 de agosto os processos de renovação das principais concessões de TV do país, vencidas há um ano. Naquela data, a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados aprovou a realização de uma audiência pública para discutir os critérios de renovação.

Enquanto essa audiência não ocorrer, os processos não poderão prosseguir. A audiência ainda não foi marcada. Por causa das eleições municipais, só deverá ocorrer em novembro.

Estão vencidas desde 05 de outubro de 2007 as concessões da Globo em São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte e Recife, as da Band, Record, Gazeta e Cultura de São Paulo e mais dez TVs importantes.

A audiência pública foi pedida a deputados por entidades como a CUT e a ONG Intervozes, que no ano passado lideraram movimento por transparência nas concessões.

Serão chamados para a audiência na CCTCI representantes das emissoras, do Ministério das Comunicações e das entidades que pediram o evento.

A idéia dos líderes das entidades é cobrar das TVs, na audiência, um balanço sobre o cumprimento de artigos da Constituição, como o que prevê programação com "preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas" , além de tentar comprometê-las com esses princípios para os próximos 15 anos.

http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2008/10/01/ult4738u15593.jhtm