ATO SHOW DE LANÇAMENTO DOS CDS DE CANTIGAS DE RAY LIMA

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Aí está o primeiro da série de álbuns em forma de cd com nossas cantigas. Muitas já conhecidas de muitos e outras menos conhecidas. Porém, todas publicadas em diversos livros e no blog wwwcenopoesiadobrasil.blogspot.com. Agora a oportunidade de comungarmos sons, ideias, reflexões  pela mídia sonora. 

CANTIGAS é uma forma de registrar em áudio boa parte do que cantamos nos encontros do Movimento Escambo Popular Livre de Rua, nas rodas de educação popular, nas vivências cenopoéticas em universidades, seminários, processos formativos junto a movimentos sociais populares, escolas de saúde, caravanas de educação popular, nas praças, nos bares, na rua, nas escolas, no spa, no hospício, etc.

A cantiga, uma das mais antigas formas de expressão da língua portuguesa, sem dúvida uma tradição ibérica que incorporamos à nossa cultura. Mas antes, muito antes do Brasil se chamar Brasil já havia por aqui o canto livre e mágico, dançante e ritualístico dos nossos povos originários que em diálogo com o que veio chegando de outras culturas foi produzindo novas sínteses, assumindo feições singulares no modo de expressar e comunicar da nossa gente, contribuindo para os processos de formação da cultura brasileira. Principalmente no nordeste, onde também o vaqueiro, a lavadeira, a rezadeira, o povo dos terreiros, os povos do mar, os cantadores, etc. criam, cantam e dançam livremente para interagir com o outro, cuidar, expressar seus sentimentos de mundo e difundir suas cosmologias, lamentos e alegrias, crítica, amorosidade, sabedoria.

Assim, não se trata de uma obra musical, no sentido esteticamente aceito e cultuado socialmente, mas de uma despretensiosa tentativa de continuar esticando essa história da cantiga pelo Brasil e pelo mundo, afirmando a força e a presença marcante em nossas vidas da ancestralidade que o mundo da tecnologia e da informação o tempo todo, embora difundindo, tenta descaracterizar para dela usufruir como produto de consumo ou fetiche e assim destruí-la. 

A capa de “A BARCA DO AMOR INVISÍVEL” é uma homenagem ao sertão, ao mestre Azulão – cordelista, cantador e repentista de Sapé-PB que muito cedo foi morar no Rio e lá contribuiu com a consolidação da feira de São Cristóvão e produziu muitos folhetos e cantorias, tendo tido oportunidade de conhecer os presidentes Juscelino, Getúlio e Café Filho. Também homenageamos o Fernando de Oliveira, parceiro de arte no Rio, meu irmão e mestre da paciência e amorosidade que me estimulou a fazer teatro e fundou o Grupo Revelação onde atuei muito tempo, durante os anos 80. Outro homenageado é o músico e educador popular Luciano Alves com sua sanfona, ainda nos bons tempos do Recriança, em Janduís-RN. Luciano é meu parceiro em "A Mulher Sertaneja", faixa 13 de Pintou Melodia na Poesia".

Realizamos atos-shows de lançamento em Cuiabá e Chapada dos Guimarães em Mato Grosso  e Salvador-BA, em companhia do músico e educador Johnson Soarez, de Fortaleza;  em Nata-RN, durante entrega do Prêmio de direitos humanos, na assembleia legislativa.

Outros lançamentos estão agendados:

19/12 no Espaço Ekobé – Campos Itaperi da UECE- Fortaleza-CE, das 18h às 20h;

10/01/2015 em Icó-CE, durante o 39º Escambo Popular Livre de Rua.

Ainda em janeiro possivelmente:
Cruz, Maranguape e Icapuí, no Ceará, com data a ser definida. 

Março em Carnaúba dos Dantas-RN.

Abril em Sampa.

E julho no Rio de Janeiro.

Nunca será de mais agradecer aos irmãos Johnson Soarez, Erasmo Melo, Jadiel Guerra , Mozart Laranjeira e Josenildo Nascimento pelo empenho e carinho com que garantiram esse registro histórico de parte do nosso trabalho.

 

Como adquirir? Pelos telefones: (85) 33410264; 96146401 ou por e-mail:limafeliz@gmail.com; reginarte.mar@gmail.com