Estudo de Caso no Médio Vale do Itajaí SC

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O Comitê Regional de Humanização do Médio Vale do Itajaí de acordo com sua agenda anual reuniu-se no dia 16/06/2008 das 14h ás 17h. O que seria a princípio um encontro regular para troca de experiências e busca de estratégias coletivas para a região, como fazemos nos diversos encontros, desta vez a proposta avançou no sentido de experimentar uma ferramenta que potencializasse o trabalho com as equipes nas unidades de saúde.
 Assim, em dois subgrupos realizamos o estudo de dois casos
diferentes, produzidos  pelo GTH de Indaial, município que vem se destacando na região pelo nível de organização do GTH e pela apropriação da PNH e seus dispositivos. Atualmente o município, com o importante apoio intensivo da consultora Maria Cláudia Matias, implementou o dispositivo da Co gestão, Ouvidoria e está com uma unidade piloto de PSF com o dispositivo de Acolhimento na atenção básica.
Inclusive os casos foram produzidos a partir da experiência concreta deste grupo de PSF, em particular pela importante colaboração e empenho do médico Cláudio Viana e da enfermeira Renata, entre outras participações que no momento não saberia nominar. Pelo que tenho acompanhado da equipe posso assegurar que se trata de um verdadeiro trabalho coletivo.
Durante a dinâmica do encontro os subgrupos nos quais nos dividimos, eu e Maria Cláudia, debateram suas impressões sobre os casos e colocaram quais os encaminhamentos entediam como mais acertados considerando os princípios e diretrizes da PNH.
Numa segunda etapa, foi incluido na discussão as avaliações e os encaminhamentos dados pela equipe original. Desta forma não em tom de crítica, mas de avaliação de outras possibiliadades e adequações de acordo com as diversas realidades existentes entre as instituições os grupos acrescentaram novos elementos à sua avaliação inicial.
Como terceira etapa nos reunimos em um grande grupo e cada subgrupo através de um relator compartilhou as produções que agora foram novamente debatidas.
Ao final todos avaliaram como uma metodologia potente para abrir a discussão nas equipes de trabalho sobre os processos de trabalho nas diversas unidades de saúde, especialmente para os grupos mais resistentes, já que passamos assim por um viés mais "técnico" como a maioria das equipes se organizam, possibilitando incluir as diversas categorias envolvidas e possivelmente os usuários.
Seguimos agora para a problematização dos modos de organização das equipes como um dispositivo potente para produzir debate e fomentar o protagonismo e autonomia das equipes de trabalho e incluir os usuários.

 

Grande abraço,

Patrícia S. C. Silva
Blumenau SC