Mostras de Humanização Distritos de Saúde

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Saúde

A melhoria do serviço tendo em vista sempre a participação da comunidade é o que a Prefeitura de Manaus vem procurando alcançar através de Mostras de Humanização, a próxima a ser realizada em 1º de julho, no Distrito de Saúde Norte. Em eventos desta natureza discute-se desde pactos de humanização até pesquisas de satisfação passando por campanhas, oficinas de sensibilização, produções artísticas, produção de material gráfico, entre outras ações.

A mais recente mostra aconteceu no Distrito de Saúde Sul,  no auditório do Parque Municipal do Idoso, com o objetivo de valorizar atividades já produzidas na área de humanização no âmbito do Distrito Sul da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), estimulando a participação e o envolvimento coletivo.

Participaram da exposição as Unidades Básicas de Saúde (UBS) Theodomiro Garrido, Santa Luzia, Vicente Pallotti, São Francisco, Megumo Kado, Japiim, Petrópolis, Lúcio Flávio, Almir Pedreira, Lourenço Borghi e Morro da Liberdade.

 

Superando expectativas

As primeiras mostras de humanização aconteceram nos Distritos de Saúde Leste e Oeste. Os eventos distritais são preparatórios para a I Mostra Municipal de Humanização na Saúde, prevista para o final de julho.

“As duas primeiras mostras superaram as expectativas. Foi a primeira vez que reunimos, catalogamos e mapeamos as ações de humanização desenvolvidas nos distritos de saúde de Manaus e a participação dos gestores e das comunidades têm sido muito importantes”, avaliou Ademarina Cardoso, responsável pela Política Municipal de Humanização.

De acordo com Ademarina, há uma grande dificuldade de entendimento do que representa a Política de Humanização, que muitas vezes é associada apenas com filantropia.

“A grande dificuldade está realmente na definição de indicadores para monitoramento e avaliação das ações qualitativas, que envolvem mudança de postura, o entendimento pelo usuário do que é ser acolhido dentro de uma unidade e o que é um processo de trabalho que não cause sofrimento para o trabalhador”, esclareceu.

Cada distrito de saúde está sendo responsável por escolher, dentre seus Estabelecimentos de Assistência à Saúde (EAS), aqueles que planejaram e realizaram as ações visando à melhoria dos serviços.

“Hoje 11 Unidades de Saúde apresentaram suas experiências de humanização, para dar visibilidade às suas ações. O trabalho de humanização é um trabalho de formiga pois implica mudança de postura por parte dos profissionais. Mas é importante destacar que o processo de humanização não depende só do profissional, mas também do usuário. Essa é uma relação de reciprocidade e o usuário dá a contrapartida por meio do Controle Social, que é fundamental para melhoria dos serviços”, declarou a assistente social Rosimary de Souza Lourenço, responsável pela Humanização no Distrito de Saúde Sul.

 

Seleção de trabalhos

Uma comissão de avaliação com participação de representantes da Semsa, do Conselho Municipal de Saúde, dos distritos de saúde e do Controle Social é responsável por selecionar os trabalhos que mais se destacaram para ser apresentados na I Mostra Municipal.

Entre os quesitos a serem avaliados estão o grau de entendimento sobre a Política de Humanização; a correlação das ações com os Dispositivos da Política Nacional de Humanização (PNH); a participação da comunidade nas ações e a criatividade, além de outros itens a serem definidos coletivamente. Será garantido um ponto ao EAS que tiver o Grupo de Trabalho Local implantado e efetivamente em funcionamento.

Ao vencedor da I Mostra Municipal de Humanização na Saúde será entregue um certificado destacando a iniciativa de humanização das Unidades de Saúde. O representante receberá das mãos do presidente da banca julgadora uma faixa com a frase “Este EAS tem atendimento humanizado” para ser fixado em lugar de destaque do EAS.

“O processo de humanização precisa ser construído diariamente. Entendemos que, da mesma forma que o ser humano vai crescendo, vai se desenvolvendo ao longo do tempo, aprendendo ou desaprendendo em determinadas situações e de acordo com o contexto sócio-econômico-político esse processo de humanização também precisa ser modificado, revisto e atualizado periodicamente, assim como as posturas técnicas, éticas e profissionais, porque a humanização não é só em nível de atendimento, ela supõe também o processo de trabalho das pessoas e da própria instituição”, avaliou a assistente social Maria José Neves de Freitas, diretora interina do Distrito de Saúde Sul.

 

Informações: Marcella Normando
Assessoria de Imprensa – SEMSA
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