#NÃO SOMOS OBRIGADAS!

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O parto é um processo fisiológico, onde a mulher e criança necessitam de atenção, acolhimento e apoio. É um momento marcante na vida da mulher, porém, nem sempre é um momento feliz devido às várias práticas desumanizadas e sem necessidades adotadas pelos profissionais de saúde que podem ser consideradas como violência.

O Ministério da Saúde define a violência institucional sendo aquela exercida nos/pelos próprios serviços públicos, por ação ou omissão. Pode incluir desde a dimensão mais ampla da falta de acesso à má qualidade dos serviços. Abrange abusos cometidos em virtude das relações de poder desiguais entre usuários e profissionais dentro das instituições, até por uma noção mais restrita de dano físico intencional (BRASIL, 2001).

Na perspectiva da violência obstétrica as práticas mais rotineiras são:

• Os maus tratos verbais como aquelas frases mais comuns que em algum momento da vida você já deve ter escutado alguém relatando que ouviu ou até mesmo disse “Na hora de fazer, você gostou, né?” , “Não chora não, porque ano que vem você tá aqui de novo” ou outras várias frases que colocam a mulher em situação humilhante.
• Discriminações por raça/cor, classe social, etc.
• Negar atendimento fazendo com que as gestantes peregrinem por vários locais em busca de atendimento. 
• Realização de procedimentos não consentidos: manobra de Kristeller, uso rotineiro de ocitocina, não dar anestesia para certos procedimentos, episiotomia, exames de toque constantes, ruptura ou descolamento de membranas , etc.
• Cesáreas realizadas só por “comodidade”.
• E várias outras como interdição à movimentação da mulher, proibições de acompanhantes, etc.

 

Se você sofrer qualquer tipo de violência, DENUNCIE!
Ligue gratuitamente 180 ou Disque Saúde – 136 .

Compartilho o link para acessar a CADERNETA DA GESTANTE (http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/caderneta_gestante.pdf), que contém várias informações importantes! Está disponível no site do Departamento de Atenção Básica (DAB) que integra a Secretaria de Atenção à Saúde.

Navegando por ai, achei esse projeto fotográfico muito interessante, chamado “ 1:4 – retratos da violência obstétrica ” que retrata  as violências sofridas por mulheres em trabalho de parto. O projeto foi feito por Carla Raiter que é fotógrafa e Caroline Ferreira que é produtora cultural. Selecionei algumas fotos que mais me chamaram a atenção, mas vocês podem visualizar todas as fotos na página do facebook do projeto nesse link (https://www.facebook.com/projeto1em4/photos_stream) ou pelo site da Carla Raiter (http://carlaraiter.com/1em4/)

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REFERÊNCIA

BRASIL. Violência intrafamiliar: orientações para práticas em serviço. Série Cadernos de Atenção Básica n.8, 96 p. Brasília. Ministério da Saúde, 2001.

http://dab.saude.gov.br/portaldab/index.php