Projeto Entra na Roda – (abertura processo seletivo)

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Caro@s, está aberto o processo seletivo para o Projeto: Entra na Roda

Um Projeto de Educação Permanente

Secretarias – Saúde / CGP / Coord. Sudeste (São Paulo)

Divulgando No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) são contínuos os movimentos de mudanças, esforços no sentido de diminuir a fragmentação entre políticas de saúde, criar espaços coletivos de formulação, implementação de estratégias e fortalecimento das relações entre os entes federados, promover processos de valorização do trabalho e do trabalhador em seus campos de atuação, ampliar a participação dos sujeitos, atores sociais e políticos. Em perspectiva, o investimento nos processos de escuta, participação, formação e qualificação dos trabalhadores é expressivo e, neste sentido, o interesse por investir nesses processos é uma das prerrogativas da gestão.

Link para acessar a página com mais informações:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/cgp/coord_sudeste/gerencia_de_des_de_pessoas/index.php?p=195026
 

Aproveito e copio aqui um dos textos que explica a proposta do projeto e de uma de suas funções:

"1. Título: Entra na Roda – Um Projeto de Educação Permanente/2015

Consultor Pedagógico
2. Justificativa:
No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) são contínuos os movimentos de
mudanças, esforços no sentido de diminuir a fragmentação entre políticas de saúde, criar espaços coletivos de formulação, e implementação de estratégias e fortalecimento das relações entre os entes federados, promover processos de valorização do trabalho e do trabalhador em seus campos de atuação, ampliar a participação dos sujeitos, atores sociais e políticos. Em perspectiva, o investimento nos processos de escuta, participação, formação e qualificação dos trabalhadores é expressivo, e neste sentido, o interesse por investir nesses processos é uma das prerrogativas da gestão.

Para Mendes (2007), o SUS se constrói em um ambiente complexo a partir de três dimensões: a política, a ideológica e a tecnológica. A dimensão política é percebida no fato de se constituir em uma arena democrática, na qual conflui uma série de interesses diversos. A dimensão ideológica se refere à construção de um novo paradigma de atenção, deslocando o foco da doença para a saúde. Como se refere a uma mudança paradigmática esse é um processo demorado, que não acontece da noite para o dia. E finalmente, a dimensão tecnológica significa a necessidade de se produzir conhecimentos e técnicas que atendam aos pressupostos do SUS.

O campo de intersecção dessas dimensões é o da formação, da produção de
conhecimentos que envolve mudança nas relações, nos processos de gestão, nos atos do cuidado em saúde e, principalmente, nas pessoas que atuam no sistema (Brasil, 2005). Essas questões implicam na articulação de ações dentro e fora das instituições de saúde, com foco na ampliação da qualidade da gestão, do aperfeiçoamento da atenção integral, do domínio do conceito ampliado de saúde e do fortalecimento do controle social no sistema (Ceccim & Feuerwerker, 2004).

Para atender a essa concepção ampliada de saúde preconizada pelo modelo da
saúde coletiva, é precioso estimular a reflexão sobre a indissociabilidade entre teoria e prática, gestão e atenção e mobilizar a autoestima dos trabalhadores e usuários dos serviços, pressupondo a interação com troca de saberes, poderes e afetos.

2- Para fundamentar uma proposta que atendesse a essas diretrizes, elegemos a educação permanente como estratégia essencial e potente para contribuir com a compreensão de que a instituição de saúde é também um lugar de trabalho e de educação, e que nele encontraremos um conjunto complexo de relações, acontecimentos e processos de natureza ideológica, cultural, técnica e econômica que, em resumo, definem um espaço social. Nesses espaços os projetos que articulam estratégias de educação permanente e objetivos de melhoria dos processos no trabalho, são enormes desafios técnicos e políticos; e aqui o papel desempenhado pela gestão ancorada em pressupostos de corresponsabilização e cogestão, é de grande importância. 

O projeto de educação permanente Entra na Roda é um projeto institucional, que supõe mudanças nos espaços de gestão, mas também é, em todos os casos, um projeto grupal, das equipes de saúde. É um trabalho de grupo cuja análise institucional, a problematização e a construção da imagem objetiva de qualidade são momentos estruturantes do processo e que vão nos levar a definição dos problemas sobre os quais vamos intervir.

Do mesmo modo, tanto o componente programático educacional como as
diversas estratégias de gestão pessoal se caracterizam por sua orientação aos grupos e por sua definição conjunta, coletiva, participativa. O objetivo estratégico do processo é o reencontro com o trabalho solidário, com a reconstrução das equipes, com a satisfação dos usuários.

Assim sendo, a realização deste projeto se reforça a partir da importância das
iniciativas para promover a educação permanente no campo do trabalho em saúde ampliando as possibilidades de implementar modelos que atendam as necessidades de saúde da sociedade atual, fomentando o trabalho em equipe, e a construção de redes de serviços, contribuindo radicalmente para fortalecer o Sistema Único de Saúde. 

Como uma das estratégias pensadas para a implementação do projeto, propomos um ator que aqui será denominado de Consultor Pedagógico. Esse ator contribuirá juntamente com os gestores e usuários a partir de um conjunto de competências nas dimensões da gestão, atenção e educação facilitando a construção de novos saberes e possibilidades para a resolução das necessidades de saúde do território. Esperamos que o Consultor Pedagógico junto aos trabalhadores, usuários e gestores potencializem 3 espaços de escuta coletiva, permitindo a reorganização dos processos de trabalho nas unidades de saúde.

3. Objetivos:
Promover a interação e a integração entre gestores, trabalhadores e usuários,
através das rodas de conversa, permitindo a reorientação dos serviços na lógica
do Cuidado Integral, pautado pela Promoção da Saúde.

Ativar os processos de Educação Permanente em Saúde, incorporando-os como
prática de gestão, cuidados e transformação dos processos de trabalho, no
âmbito das Supervisões Técnicas de Saúde, da CRS Sudeste.

4. Planejamento
4.1. – Detalhamento do conteúdo
O Projeto Entra na Roda tem os seguintes eixos norteadores:
Cogestão e valorização do trabalho em saúde.
Corresponsabilização e participação social.
Cuidado Integral.

Etapas:
 Conhecimento, implementação e integração de projetos locais no
através de reuniões/oficinas com os Supervisores, Coordenadoria e
Profissionais;
 Seleção e capacitação dos Consultores Pedagógicos;
 Instituição das Rodas de Conversa nas Unidades da STS Ipiranga;
 Fomento dos espaços de gestão coletiva;
 Construção coletiva de material instrucional e de divulgação, ;
 Reorganização da produção do cuidado e das intervenções na
prática assistencial;

Atribuições do Consultor Pedagógico:
Desenvolver as Rodas de Conversa nas UBS e STS;
Incentivar o diálogo e a escuta como dispositivos das Rodas de Conversa;
Utilizar metodologias ativas para análises estratégicas dos problemas apontados;
Conhecer e integrar projetos e ações em andamento nas UBS onde atua;
Participar de oficinas de sistematização e avaliação das etapas do projeto;

4
Monitorar frequência dos participantes;
Emitir relatórios de cada grupo a ser apresentado ao Consultor
Pedagógico/Sistematizador e a Gestão;
Prestação de Contas – elaborando relatórios mensais sobre as atividades
desenvolvidas.

4.2. Metodologia:
A educação permanente aparece como opção estratégica fazendo parte de um
conjunto de possibilidades políticas e técnicas que caracterizam a gestão. Com essa premissa a gestão e a educação são vias simultâneas que dialogam, constroem alternativas e se potencializam mutuamente. Atitudes de escuta, de diálogo e a utilização de metodologias ativas, serão marcos teóricos de eleição deste projeto, que estarão presentes na análise estratégica do problema, do contexto e da capacidade de gestão de serviço, assim como da redefiniçao da gestão de processos e pessoas.

Serão utilizados textos de apoio, situações problemas, casos traçadores,
narrativas e outros disparadores que serão elaborados durante o processo de
desenvolvimento do projeto.

4.3. Cronograma das atividades:
Momento I: Abril a Maio de 2015
– Divulgação do projeto, recepção e análise de memoriais dos interessados em
atuarem como consultores pedagógicos.
– Seleção e Capacitação dos Consultores Pedagógicos.
Momento II: Junho a Novembro de 2015
– Atividades desenvolvidas nas UBS.
– Planos de ação / desenvolvimento da intervenção
– Avaliação

4.4. Publico alvo:
Gestores, trabalhadores de saúde e usuários da Supervisão Técnica de
Saúde do Ipiranga.

4.5. Quantidade de participantes:
Todos os profissionais das STS’s e tantos quantos se envolverem dos
usuários dos serviços de saúde do território.

4.6. Carga horária:
5
40 horas mensais distribuídas em dez horas semanais de acordo com os
planos de trabalho das STS’s.

5. Avaliação :
Para que haja possibilidade de avaliar o desenvolvimento das ações contidas no
projeto será elaborado um sistema de monitoramento e avaliação sistemático. Esse sistema deve ter como foco principal de avaliação os sujeitos das ações realizadas e os resultados obtidos pelas práticas transformadas pelos mesmos.

Acredita-se que o monitoramento e a avaliação das ações de saúde refletem a
estrutura organizacional do sistema como um todo. Por conta disso, a própria ação do Projeto deve contribuir para o desenvolvimento de habilidades e competências na área do cuidado, da educação e da gestão.

A avaliação proposta para este Projeto deve ter duas dimensões:
institucionalmente, deve ser objeto de ação sistemática e regular sobre todas as
iniciativas abrangidas pelo mesmo; eticamente, deverá permitir a participação de todos os atores sociais envolvidos sobre as atividades vivenciadas quando de sua execução. Deste modo, o processo de avaliação ocorrerá de forma processual, por meio de dois mecanismos:
1– Instrumentos de avaliação das ações desenvolvidas. Os indicadores para este acompanhamento serão construídos junto aos sujeitos do processo, consultores pedagógicos, trabalhadores da gestão de pessoas e desenvolvimento e assessoria da

CRS Sudeste.
2– realização de uma oficina de Avaliação do Projeto Entra na Roda! com a
presença dos atores sociais participantes das STS’s, assessoria da CRS Sudeste,
gestão de pessoas/desenvolvimento e Consultores Pedagógicos. Nesta oficina será possível avaliar as ações que já foram desenvolvidas, bem como as propostas do plano que precisam ser redimensionadas.

6 – Referências Bibliográficas:
Brasil. (2005). Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Política de Educação e Desenvolvimento para o SUS. Caminhos para a educação permanente em saúde.
Brasília: Ministério da Saúde.
Brasil. (2011) Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Caderno de Referências para o Processo de Formação de Apoiadores Institucionais do Ministério da Saúde. Brasil. Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde.
Campos, G. W. S. (2010). Cogestão e neoartesanato: elementos