Medicação para a Alma

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Recebo notícias boas de Pelotas enviadas por minha sobrinha Helena*

(em outra oportunidade postei: http://www.redehumanizasus.net/node/5092)

Oi tia cadinha!

Te envio um texto e uma foto sobre um grupo de samba que toca toca quinta-feira aqui no hospital. É um trabalho muito legal que vem sendo feito há sete anos e melhora muito o ambiente por aqui…
Dá uma olhada e vê se é interessante de colocar no portal da humanização…

Para entrar no clima e ler a mensagem convido para escutar a música de Jorge Aragão e Versilio, som que me despertou em janeiro:

 

 

 

 

Medicação para a alma

 

Helena Santos Schwonke – janeiro 2010

Estagiária de Jornalismo –

Depto de Comunicação Hospital Escola UFPel/FAU – Pelotas RS

 

 

 

 

Os aparelhos clínicos dividem o espaço com os instrumentos musicais uma vez por semana no Hospital Escola UFPel/FAU, onde pacientes internados, acompanhantes e profissionais de saúde passam por um momento de descontração para amenizar os motivos os trazem até aqui ou simplesmente para fazer o tempo passar mais rápido.

Há sete anos as tardes de quinta-feira se tornaram mais alegres graças ao Grupo Medicação, um projeto com voluntários que tem o objetivo de humanizar os cuidados de saúde no hospital.

Como um ritual, todas as quintas-feiras, perto das 15h os integrantes chegam, um por um, no bar que fica em frente do hospital. Lentamente pegam os instrumentos que vão ficando no tom certo conforme são afinados.

Ao entrar no hospital são recebidos com sorrisos pelos funcionários que admiram o trabalho do Grupo e com ar de curiosidade pelos que ainda não conhecem.

Rapidamente os corredores do hospital são preenchidos pela música contagiante e todos os que estão por perto são embalados pelas canções em ritmo de samba.

Ninguém fica indiferente à passagem do Grupo Medicação. Quem está de costas se vira para ver. Quem dormia, desperta. Quem não fala, acena. Quem não pode cantar, sorri. 

“Desde o início, em 2003, a recepção do pessoal sempre foi assim, muito positiva. Se não fosse não estaríamos aqui até hoje”, comentou Brasil, coordenador do Grupo. A ouvidora do hospital, Carla Carvalho, confirma e garante que nunca recebeu uma reclamação a respeito do grupo, “Só elogios”, afirma Carla.

A música agrada todos os públicos no hospital. “Eles passam uma alegria muito grande para todos nós, que muitas vezes estamos cansados de estar aqui”. comentou a paciente Jaqueline Ribeiro, internada a 14 dias no Hospital Escola.             “Os pacientes sempre nos perguntam que dia eles vem e ao ouvir a música quando eles estão subindo as escadas, já vão para a porta dos leitos esperar a banda passar”, conta Priscila Teixeira, funcionária do hospital.

 “A nossa maior motivação para seguir este trabalho é ver a alegria dos pacientes e funcionários quando tocamos”, comentou Miro, um dos integrantes que participa desde o início do Grupo.

Diversos músicos já passaram pelo Grupo Medicação. A maioria deles aprendeu a tocar os instrumentos por conta própria, tamanha era a paixão por música. Hoje o que motiva eles a seguir com o trabalho é a vontade de ajudar as pessoas com o que eles mais gostam de fazer: música. Os que usufruem desta terapia asseguraram que não existe Medicação melhor para a alma.

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Agora o convite oficial: Helena entra na rede!

Beijos com carinho

Cláudia – tia Cadinha

Peju