O SABER SER ÉTICO-PROFISSIONAL NO ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA INFANTIL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

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O SABER SER ÉTICO-PROFISSIONAL NO ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA INFANTIL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 

LUCIANE RÉGIO; EMIKO YOSHIKAWA EGRY; MAÍRA ROSA APOSTÓLICO. 

ESCOLA DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SÃO PAULO – SP – BRASIL.

INTRODUÇÃO: O saber-ser ético-profissional, como dimensão da competência do trabalhador em saúde, pode garantir a instrumentalização do enfrentamento da violência infantil, tornando-a visível à intervenção na Atenção Primária à Saúde (APS). OBJETIVO: Identificar o saber-ser ético-profissional mobilizado (ou não) no enfrentamento da violência infantil na APS. MÉTODO: Estudo descritivo de abordagem qualitativa que analisou 41 entrevistas com profissionais da APS de Curitiba e São Paulo, utilizando o software WebQDA e o materialismo histórico e dialético como referencial teórico. RESULTADOS: Encontradas dificuldades no enfrentamento da violência infantil condicionadas a elementos como formação, capacitação e gestão. DISCUSSÃO: Parte dos discursos apontam atitudes de enfrentamento com intervenções e cuidado longitudinal (1). A descrença na própria competência e fragilidade do saber ser ético-profissional inviabilizam ações (2). A notificação da violência infantil é compulsória e para tanto o Ser Ético-profissional requer a mobilização de valores humanos (3,4). CONCLUSÃO: Argumentos como a falta de formação e capacitação, carência de profissionais, deficiências da rede contribuem para sub-notificações. Enfrentar a violência infantil é uma forma de garantir o desenvolvimento salutogênico e inibir o ciclo transgeracional, sendo fundamental ativar valores humanos para despertar o Saber Ser Ético-profissional.
DESCRITORES: Violência Infantil, Atenção Primária em Saúde, Competências

Palavras-chave: VIOLÊNCIA INFANTIL, ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE, COMPETÊNCIAS

REFERÊNCIAS
(1) Macinko J, Harris MJ. Brazil’s Family Health Strategy. Delivering Community-Based Primary Care in a Universal Health System. NEJM. 2015;372:2177-81.
(2) Fonseca RMGS, Egry EY, Nóbrega CR, Apostólico MR, Oliveira RNG. Reincidência da violência contra crianças no Município de Curitiba: um olhar de gênero. Acta Paul Enferm. 2012;25(6):895-901.
(3) Nietzsche F. Genealogia da Moral: uma polêmica. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
(4) Comte-Sponville A. Pequeno Tratado das Grandes Virtudes. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

 

*Mestranda do PPGE – Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo: luciane_regio@usp.br
**Professora Titular do PPGE – Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo: emiyegry@usp.br
***Pós-doutoranda do PPGE – Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo: maira_eeusp@yahoo.com.br