Educação em saúde: Direitos dos Usuários do SUS!

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Meu nome é Nívia, sou psicóloga residente em saúde do adulto e do idoso, no momento meu cenário de prática é na Clínica Médica do Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas – HUPAA/UFAL.

Saúde é direito de todos e dever do Estado, como afirma nossa constituição de 1988, muitos são os desafios que se colocam/ são postos entre esse direito assegurado em lei e sua efetivação na prática. O SUS vem sendo constantemente atacado, e cada vez mais nesse governo, que não reconhece muitas conquistas e retrocede nos avanços sociais conquistados. Mas como sabemos o SUS foi/é uma conquista e fruto de muitas lutas, e nós que o defendemos enquanto política democrática, enquanto trabalhadores de saúde e usuários precisaram continuar em sua defesa.

Estamos vivendo um momento de insegura e de desmontes nas políticas públicas, o fortalecimento da participação social é muito importante, e para isso se faz necessário valorizar os espaços de discussão, de educação em saúde… E nós trabalhadores da saúde precisamos pensar formas de nos fortalecer enquanto grupo, de pensar modos de lidar com os desafios postos diariamente. Pensado no meu contexto de trabalho, vou compartilhar uma experiência com um grupo de educação e promoção de saúde realizado com os acompanhantes de pacientes. Esse grupo tem como proposta acolher esses acompanhantes em atividades realizadas pelos residentes (as psicólogas preceptoras também participam) em encontros quinzenais.  

Levamos para o grupo a discussão da Carta de Direitos dos Usuários da Saúde, a atividade foi desenvolvida de modo que estimulasse a participação de todos os presentes, realizamos uma roda de conversa e fizemos uso de recursos educativos simples ( cartolina, tarjeta contendo direitos e deveres). Percebemos que os participantes se mantiveram interessados durante a atividade, ficaram a vontade para se colocarem e quando um direito não estava sendo respeitado, por alguma razão, eles tentaram entender a equipe e a estrutura sem apontar culpados como primeira resposta. Essa forma pode ser peculiar àquele grupo, mas acredito que se construímos espaço de fala fica mais fácil tentar entender o que se passa para além do que está posto.

Concretizar práticas pensando a partir da PNH pra mim é desafiador, mas possível e muito rico. A PNH nos convida para a realização de um trabalho coletivo, criativo e afetivo. Nos atendimentos realizados nas enfermarias com os pacientes e seus acompanhantes é também momento de levar informações, esclarecer dúvidas e prestar orientações para além da escuta do sofrimento relacionado ao adoecimento. 

 

Boa noite!