O QUE NOS CABE? O APOCALIPSE COMO ESPETÁCULO?

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Em agosto de 2016 , Pablo Dias Fortes lançou um post na RHS (http://www.redehumanizasus.net/95029-o-que-nos-cabe) que, pelo vigor de uma certa convocatória, bem parecia ser algo como um desafio Ubuntu, também lançado por ele, ao qual vários na rede responderam.

Enfim, como ninguém respondeu a enigmatica questão do Pablo, volto agora com ela, meses depois, após ter visto as mais esdrúxulas coisas acontecendo mundo afora e, particularmente em nosso próprio país,  que me lançaram em uma reflexão sobre a crueza deste nosso tempo sem nenhuma delicadeza.

Divido a reflexão com todos, como uma espécie de “O que nos cabe?” embutida nela.

 

“Somos burgueses sem religião. Geração Coca-Cola”?
Pelo que tenho visto somos crentes cegos da burguesia que nos enfiaram garganta abaixo.
Geração plugada em redes sem conexão com o mundo. Geração plugada em cola.
Agnósticos da própria fé cega que crêem que mutilando, violentando e matando a vida estarão cumprindo um purismo do qual, no limite, estarão eles próprios excluídos. 
A coisa é mais séria ainda porque não é só a ecologia ambiental que nos mostra a catástrofe que nos assola, mas as ecologias mental e social estão adiantando-se terrivelmente num efeito estufa que sufoca a vida digna de ser vivida.
Não são gritinhos, manifestos e ativismo virtual por si que resolverão nosso impasse.
É a vida que clama do real e não nas telas de plasma onde apenas há a espetacularização daquilo que sangra, dói e morre real.
No limite, só entenderemos que a vida acabou quando nossas telas de plasma ficarem vazias de imagem? Restará apenas, então, uma curtida para a nossa estupidez? Triste fim da potência humana. Um Apocalipse testemunhado como espetáculo pela única espécie que poderia realmente ter detido o processo.