Estado inaugura leitos da Rede de Atenção Psicossocial na Maternidade Evangelina Rosa

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Mesmo em tempo de crise, a humanização do SUS avança no estado do Piaui

O Secretário de Estado da Saúde do Piaui, Francisco Costa, inaugurou, nessa quinta-feira (16), os primeiros leitos estruturados da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do Estado, na Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER). O serviço vai contemplar pacientes com sofrimento mental e com necessidades de saúde como, por exemplo, os decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas, que serão acolhidas por uma equipe multiprofissional que oferecerá atenção diferenciada, estruturada e qualificada.

Considerando a necessidade de uma assistência humanizada na unidade hospitalar e como estratégia facilitadora, foram habilitadas duas enfermarias, seis leitos ao todo, na Ala E da Evangelina, que serão ocupadas por pacientes que tiverem esse perfil. “A Política de Atenção Psicossocial vem buscando ter o foco especial, por meio da Raps, e aqui na maternidade, pela sua tradição e comprometimento de toda sua equipe, de querer melhorias para o atendimento da saúde, bem como pela demanda significativa de mulheres que precisam desse tipo de acompanhamento, está iniciando esse trabalho”, afirmou Francisco Costa, reforçando o trabalho conjunto entre a gestão da MDER com a equipe de Saúde Mental da Sesapi para viabilização da entrega dos leitos.

O secretário anunciou também a expansão da rede para outras unidades hospitalares, como Hospital da Polícia Militar (HPM), Hospital Getúlio Vargas (HGV), além de alguns pontos de atenção do interior do estado.

Para o diretor-técnico da MDER, Marcos Bittencourt, trata-se de mais um dia importante para a maternidade, por toda sua história de pioneirismo. “A política de saúde mental vem estruturando o acesso dos portadores de transtornos mentais aos direitos sociais e trazendo conceitos essenciais para estabelecer um cuidado cada vez mais próximo das características preconizadas pela Reforma Psiquiátrica Brasileira no atendimento em saúde mental e que apresentam necessidades decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas”, explicou Marcos.

Segundo a Gerente de Saúde Mental do Estado, Gisele Martins, será desenvolvido um projeto terapêutico individual institucional através de uma equipe de médicos psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e profissionais da enfermagem que vão fazer o acompanhamento enquanto estiver no leito e após a alta hospitalar será referenciada para um fluxo de continuidade do atendimento nos CAPS e Unidades de Acolhimento. “Esses profissionais irão prestar serviço humanizado, de qualidade a todas as gestantes e puérperas que tiverem esse perfil, bem como a seus familiares”, destacou a coordenadora da Raps na Mder, enfermeira Bárbara Paz.

Por Astrid Lages

Assessoria de Comunicação SESAPI