INDIVIDUALISMO EM REDE

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Vi vários analistas de TV elogiando a aprovação da reforma trabalhista no congresso,  que o “negociado sobre o legislado” será uma vantagem, por abrir milhões de postos de trabalho num país em recessão. Será que vale a pena? 
 
A “uberização” do transporte por táxi barateou as corridas,  abriu vagas para desempregados,  mas ninguém discute quem mais ganhou com isso: o dono do aplicativo. 
 
Não se discute quem de fato ganha com a precarização do trabalho e o fim de direitos,  que são os donos do capital. 
 
As novas tecnologias de informação e comunicação escondem este efeito perverso de estimular um individualismo em rede,  em nome do progresso,  em detrimento do senso coletivo de bem-comum. 
 
Temos que estimular plataformas de compartilhamento,  mas não como o Facebook,  que tanto incentiva o individualismo em rede,  a fogueira das vaidades. 
 
Plataformas de compartilhamento que dêem destaque ao trabalho daqueles que agem pela alteridade, o desenvolvimento coletivo,  uma rede social que nos ampare coletivamente.
 
Não pode ser um individualismo em rede,  que captura em suas tramas os peixinhos para o seu lucro, ou o boiadeiro que comanda a boiada para o matadouro do trabalho precarizado.