Ele não usa celular- Everton Quites, largou a publicidade e hoje é feliz como Agente Comunitário de Saúde

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Dia desses eu estava olhando minha rede social, vi o compartilhamento do Treinamento em Jornalismo de Ciência e Saúde, oferecido pela Folha de São Paulo…me inscrevi, pois estava aberto a candidatos com outras formações de nível superior e não apenas o Jornalismo. Resolvi tentar principalmente para aperfeiçoar minha atividade na Folha de Lírio: O Jornal Virtual da Saúde Mental.

Após a primeira etapa que envolvia a inscrição on-line, recebi o link para fazer a prova e a tarefa solicitada que era entrevistar alguém que não usa celular, para criar um perfil jornalístico.

Não fui selecionado e enfim aprendi que apesar do edital de seleção se abrir a outras formações eles não fogem dos cursos de jornalismo, comunicação e afins.

Mas resolvi dar utilidade ao material que produzi, não ao perfil jornalistíco completo porque afinal ele não foi aceito ao propósito que se destinava, mas compartilho aqui a entrevista realizada então vamos lá?

Ele não usa celular-  Everton Quites, largou a publicidade e hoje é feliz como Agente Comunitário de Saúde 

1-Quando e porque você decidiu ser Agente Comunitário de Saúde?

 

R: Aproveitei a oportunidade de trabalhar como Agente Comunitário de Saúde quando trabalhava com publicidade, na publicidade você não pode escolher o que vender, como ACS, eu posso vender apenas saúde, acredito nisso.

 

2-Quais são os maiores desafios e as recompensas de ser um ACS?

 

R: O ACS é muito estigmatizado e pouco valorizado pelos gestores, colegas e sociedade em geral, problemas que vem se agravando apesar da qualidade que agregamos ao SUS, mas temos bons momentos, quando vemos os frutos de nossos esforços trazerem saúde à comunidade onde atuamos.

 

3-Como você enxerga, a comunicação em saúde no seu processo de trabalho?

 

R: Fundamental para o bom desenvolvimento das estrategias de promoção à saúde.

 

4-Quais os meios de comunicação que você mais utiliza?

 

R: Computador e suas variantes, (e-mails, mensageiros, sites, redes sociais, etc…), telefone fixo, mídias impressa e eletrônica, interação pessoa a pessoa.

 

5- Porque você não utiliza celular?

 

R: Não tenho a necessidade de usar ou carregar comigo um aparelho de celular, nem de ficar conectado o tempo todo com ele, mas não sou contrário a esta tecnologia, as vezes, fico com o celular reserva de minha esposa, a pedido dela, para que ela possa manter contato comigo quando estou fora. O celular retira a privacidade do individuo e se mal utilizado, acaba por escravizar seu usuário, numa fútil rede de mensagens.

 

6-Você acredita que a Tecnologia está afastando as pessoas atualmente?

 

R: Não acredito, a tecnologia não realiza nada que a mão que a manipula não permita. A tecnologia dirigi-se para o caminho que observamos porque existem demandas para tanto. Para o bem ou para o mal, a tecnologia é apenas mais um sintoma, e não a doença, que atinge nossa sociedade.

 

7-O que você faz para se aperfeiçoar na vida (está estudando?) e relaxar nas horas vagas?

 

R:Estou atualmente cursando o técnico em ACS pelo IF-PR, para aprimorar cada vez mais minhas habilidades nesta profissão, mas tenho outros interesses como documentários, canais de noticias, automobilismo virtual, jogos online, ciclismo, mecânica, eletrônica, programação, 3D, fotografia, artes, historia antiga e contemporânea.

 

8- O que você diria para as futuras gerações?

 

R: Aprendam com as gerações passadas e não tenham medo de experimentar o novo.

 

 

Everton Silveira Quites tem 40 anos de idade, é  publicitário, mas atua como Agente Comunitário de Saúde em Joinville-SC