O que pode a clínica: Eliane Brun nos mostra de forma belíssima

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vídeo de Eliane Brun sobre seu trabalho jornalístico neste encontro que é pura intensidade e arranca lágrimas de emoção pela potência da escuta e pelos próprios relatos belíssimos.

“Gentes,
quero compartilhar com vocês um pequeno movimento muito profundo. O movimento de tornar-se Eu+1.

O projeto Refugiados de Belo Monte/Clínica de Cuidado começou com a voz de João Pereira da Silva. Expulso de sua ilha no Xingu, ele dizia do indizível. E, assim, pela transmissão da palavra, por essa coisa poderosa e transgressora que é a escuta, algo se moveu. É do seu João a voz do princípio, a voz que atinge e afeta, rompendo barreiras também no corpo daquele que se deixa tocar.

A palavra foi sendo transmitida, e a clínica de cuidado foi inventada. Mas só tornou-se ato porque 1.305 pessoas apoiaram a realização dessa clínica que se move.

Para contar desta jornada de atenção em saúde mental na Amazônia fizemos um documentário. Ele percorre um delicado itinerário pela experiência singular de cada voluntário, faz uma expedição íntima por desejos e percepções durante a atuação no território.

É um documentário singelo, feito com recursos limitados, com a lente focada na equipe. A expectativa é de que a experiência aqui documentada possa ser compartilhada e debatida nos mais variados espaços. Em casa, na sala de aula, na associação comunitária, no boteco da esquina… E, quem sabe, possa inspirar outras travessias pelos Brasis.

Aproveitem o fim de semana para continuar a tecer essa rede de escuta. E, se acharem que vale a pena, nos ajudem a divulgá-lo.

Como diz seu Elio Alves da Silva, Eu + 1. Você.” ( Eliane Brun )

 

 

 

“EU+1” narra a jornada de uma equipe de atenção em saúde mental na Amazônia, formada para escutar os ribeirinhos atingidos pela hidrelétrica de Belo Monte. O documentário registra a construção da Clínica de Cuidado a partir da voz de João Pereira da Silva, expulso de sua ilha no rio Xingu. E percorre um delicado itinerário pela experiência singular de cada voluntário, numa expedição íntima por desejos e percepções durante a atuação no território. É um documentário singelo, feito com recursos limitados, com a lente focada na equipe. A expectativa é de que a experiência aqui documentada possa ser compartilhada e debatida nos mais variados espaços. E, quem sabe, possa inspirar outras travessias pelos Brasis.