Acolhimento Pediátrico

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O grupo de enfermagem , Escola Técnica Geração junto com o Professor Sérgio Clemente, elaborou um trabalho sobre humanização, cada grupo escolheu três experiências do humaniza SUS, e através das experiências elaboramos o nosso próprio conteúdo.

O tema foi escolhido após analisar diversas experiências lúdicas na ala pediátrica, de tal modo que estas ações interfiram diretamente na vida do pequeno paciente e familiares. São diversos os motivos pelos quais as crianças e adolescentes ficam internados e durante esse período de angústia, dor, tratamentos e exames dos pequenos as ações lúdicas visam minimizar o impacto e efeitos da hospitalização na criança e quando bem realizadas amenizam os sintomas, muitas vezes, até a dor, levando a criança a uma realidade única, alternando entre o imaginário e o mundo real, permitindo transpor a barreira da doença e os limites do tempo e espaço, onde não existe uma mínima angústia e as preocupações e dores, por minutos desaparecem. Estas experiências de pura humanização, compaixão e amor aos pequeninos pode ser considerada um tratamento, onde ajudam a criança agitada a se acalmar com fantasias criadas, ter um melhor apetite, comportamento e desempenho cognitivo e social, já que brincar é um meio de expressão e integração da criança no ambiente, é através da brincadeira que ela explora o mundo e contudo, aprende a lidar com seus sentimentos, sendo essencial ao desenvolvimento psicomotor, emocional, mental e social.

Das experiências escolhidas, nos chama atenção o quão positivamente ela se retrata na vida da criança e do próprio atuante, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. A vasta melhora no tratamento é um importante fator positivo, junto com as boas lembranças e o lema de que mesmo com dores surgem sorrisos, pois esquecem que estão vivendo momento de tristeza e passam a vivenciar a alegria, propondo modificar relações dos hospitais com a serventia de amor para todos.

Saber que existem pessoas dispostas a serem mais humanas nos traz um impacto muito positivo, sabendo que hoje estamos em formação para técnicos de enfermagem e futuramente muitos de nós estaremos em formação de médicos e enfermeiros, isso nos conforta e nos confronta em busca de fazermos o mesmo pela população que iremos atender. E são exemplos como o PalhaSorrisos que podemos seguir para fazer a diferença no nosso ambiente de trabalho. Um profissional humanizado acrescenta no seu crescimento e satisfação pessoal e também pode levar transformação ao coração daquele que for atendido por suas mãos.

Outra experiência interessante é a colcha de fuxico, onde mostra a interação e união de um com o outro, compartilhando como foi seu dia-a-dia e suas experiências enquanto constroem fisicamente a colcha de fuxicos. A integração e troca de experiências por menores que seja, os levam a conhecer melhores uns aos outros, ajudando muitas vezes até no diagnóstico médico, onde muitas vezes deixamos de relatar fatos importantes do nosso dia a dia que interferem no diagnóstico.

Cientes que sempre daremos nosso melhor e nem sempre receberemos o melhor, nos chamou atenção uma enfermeira com imensa falta de acolhimento, humanização e desinteresse em colaborar com o próximo, onde ao acompanhar no projeto aumentava a voz várias vezes aos estagiários. Infelizmente ocorrem diariamente situações como essa e várias pessoas veem e tapam os olhos. Essa experiência mesmo não sendo agradável nos dá grande ensinamento e lição dos técnicos e futuros profissionais que não devemos ser pois nosso trabalho de humanização nas instituições devem ser o principal, queremos fazer a diferença, passando respeito e confiança a nossos pacientes.

Assim sendo, menor dor, ansiedade, tristeza, resistência aos tratamentos e aos profissionais; melhor e mais rápida recuperação do paciente pediátrico; ou, uma maior satisfação e melhor “qualidade de vida” em contexto hospitalar são antecipados como algumas das vantagens resultantes da presença dos PH na ala pediátrica.

A cada relato carinhosamente lido, aumentava a vontade do grupo cada vez mais não de imitar, mas de criar um projeto lúdico para as crianças da área hospitalar, com teatros, danças, histórias e muitas palhaçadas, com a máxima intenção de fazer o dia de uma criança melhor, nem que seja por alguns minutos, mas que esses minutos se tornem inesquecíveis. Afinal, humanização é isso, é fazer com que cada um se torne único e especial de diferentes formas, é quebrar os padrões e conceitos para uma melhor experiência com seu paciente, tornando-a única com cada novo ser.

Alunos: Adriane D.Marques
Kátia C.Santos
Larissa N.Patrício
Layla k.Adriano
Mariana O.Matos
Renata C.Meirinho Merlin
Professor: Sérgio Clemente
Escola Técnica Geração
Turma: E219A
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