Compartilhamento de saberes: direitos e deveres dos usuários da Saúde.

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Trabalho realizado na disciplina Humanização da Saúde, do Mestrado Profissional de Ensino na Saúde, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (MPES-FAMED-UFAL).

Autores:

Aryana Isabelle de Almeida Neves Siqueira, médica, aluna da disciplina de Humanização da Saúde, do Mestrado Profissional de Ensino na Saúde, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (MPES-FAMED-UFAL), trabalha no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes.

Emmanuele Santos Albuquerque, fisioterapeuta, aluna da disciplina de Humanização da Saúde, do Mestrado Profissional de Ensino na Saúde, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (MPES-FAMED-UFAL), trabalha no serviço de reabilitação do Hemocentro de Alagoas.

Professor Dr. Sérgio Seiji Aragaki e Professora. Dra. Cristina Camelo de Azevedo – Coordenadores da Disciplina -Humanização na Saúde -MPES-FAMED-UFAL

 

A roda de conversa foi realizada com seis acompanhantes dos pacientes internados na enfermaria de clínica médica do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), que foram convidados de forma aleatória, a partir de um contato horizontalizado, na tarde do dia 15 de junho de 2018.  No início, todos estavam tímidos, mas depois começaram a interagir e o dialogo ocorreu de forma natural.

Primeiramente houve o convite dos acompanhantes para participar de uma roda de conversa sobre direitos e deveres dos usuários da Saúde. Foi explicado que a participação era voluntária e que o objetivo era promover um diálogo sobre o tema.

A roda teve 3 momentos:

– No primeiro momento fizemos uma breve explicação sobre a Política Nacional de Humanização (PNH), falamos dos princípios, diretrizes, métodos e dispositivos.

– A pergunta disparadora do diálogo foi: “Quais são os Direitos e Deveres dos Usuários da Saúde?”

Foi citado o direito ao atendimento prioritário para os usuários com patologias mais graves, bem como os idosos, as gestantes e os portadores de deficiências; o direito a informações claras do estado de saúde; o direito de acesso ao prontuário; o direito de consentir ou não a realização de exames e/ou procedimentos; o direito ao tratamento de forma integral (terapia medicamentosa ou não) e o direito ao acompanhante.

Algumas falas evidenciaram a importância do acompanhante no processo de reabilitação do doente, seja a partir da manutenção da rede social, seja pela oportunidade de aprendizagem do acompanhante para reprodução das atitudes saudáveis no domicílio.

Apesar de alguns afirmarem que nem sempre estes direitos são assegurados, mas todos estavam cientes dos direitos dos usuários e dos meios que poderiam se utilizar para busca-los. Falamos a respeito das ouvidorias e dos conselhos, que servem como meios para sugestões, críticas e busca ativa da concretização dos direitos.

Um acompanhante relatou a experiência de grafia ilegível na receita médica.

Quanto aos deveres foram colocados pelos acompanhantes a veracidade das informações passadas ao serviço de saúde, o respeito aos profissionais da saúde e a submissão as regras de cada instituição de saúde.

Surgiram falas relacionadas aos direitos e deveres dos usuários, mas também, foram colocadas na roda outras diretrizes da PNH, de forma espontânea e com assuntos tão interligados, tais como: clínica ampliada, acolhimento, classificação de risco e valorização do trabalhador.

Os acompanhantes elogiaram o serviço de saúde prestado no HUPAA. Os principais elogios foram a organização, o respeito com o usuário, o acolhimento, a escuta detalhada e o trabalho multidisciplinar. Através da fala dos acompanhantes é possível evidenciar um SUS que dá certo.

A roda foi finalizada com apresentação, na forma de slides, da carta dos direitos dos usuários da Saúde.

Foi sugerido, e prontamente aceito por todos, que esses momentos deveriam ser reproduzidos.