Estudantes do Curso Médico utilizam o Programa Nacional de Imunização (PNI)

7 votos

Estudantes do Curso Médico utilizam o Programa Nacional de Imunização (PNI) em conjunto com a Política Nacional de Humanização (PNH) em uma Estratégia de Saúde da Família (ESF) do interior Paulista.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem avançado ano a ano para proporcionar melhor qualidade de vida à população com a prevenção de doenças. Tal como ocorre nos países desenvolvidos, o Calendário Nacional de Vacinação do Brasil contempla não só as crianças, mas também adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas. As vacinas são seguras e estimulam o sistema imunológico a proteger a pessoa contra doenças transmissíveis. Quando adotada como estratégia de saúde pública, elas são consideradas um dos melhores investimentos em saúde, considerando o custo-benefício. Tendo em vista a baixa adesão da população brasileira à Campanha de Vacinação contra o Sarampo e Poliomielite o Ministério da Saúde estendeu o prazo nas Estratégias de Saúde da Família (ESF) como campanha para fortalecer a prevenção de doenças. O Programa de Aproximação Progressiva à Prática (PAPP) na Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) insere o acadêmico do Curso Médico na Atenção Básica a partir do termo 1. Os estudantes, estimulados pelos Facilitadores, criam Planos de Ação de acordo com as Necessidades de Saúde encontradas no território da ESF. A Metodologia ativa da Problematização alicerça as propostas que emergem da Epidemiologia local e das reuniões de equipe da ESF. Os acadêmicos realizaram uma roda de conversa na sala de espera de uma ESF para conscientização da população sobre a importância da imunização no dia de atendimento de puericultura, caracterizado pelo acompanhamento do desenvolvimento biopsicossocial de crianças de 0 a 5 anos. A população vulnerável foi salientada como aquela que exige, de acordo com o calendário, ampliação para outros tipos de vacinas.
Objetivo: Conscientizar a população no território adscrito à ESF e coordenar as ações de imunizações que têm se caracterizado pela descontinuidade, pelo caráter episódico e pela reduzida área de cobertura vacinal.
Relato: Foi realizada uma roda de conversa, conduzida por estudantes de Medicina do 5º termo, supervisionada por facilitadores, em uma ESF do interior Paulista relacionada à importância da atualização da caderneta de vacina em todas as faixas etárias, principalmente no grupo de atendimento de puericultura. Houve estímulo para que os pais fizessem perguntas e tirassem suas dúvidas em relação à atualização do calendário vacinal. Um cartaz foi confeccionado pelos estudantes, com as principais vacinas presentes no calendário. Uma usuária do SUS, com 50 anos de idade, relatou não ter a caderneta de vacinas em dia, e que não sabia quais vacinas estavam faltando. A usuária do SUS foi acolhida pelos acadêmicos e encaminhada à sala de vacinas. A partir do acolhimento, iniciou-se a imunização, segundo o calendário vacinal do adulto.
Conclusão: Para a população atendida, a informação foi primordial para o esclarecimento das dúvidas e mitos em relação à imunização. Para os estudantes de Medicina foi essencial a ação que imediatamente apresentou resultado no encaminhamento da usuária do SUS para atualização da caderneta de vacina.Após a realização do Plano de Ação, que emergiu da Problematização, os estudantes utilizaram o Arco de Maguerez para refletirem sobre a ação de Promoção à Saúde realizada na Sala de Espera da ESF.
Os participantes e a comunidade consideraram como produtiva a ação de Criação de Ambientes Saudáveis para o Território adscrito à ESF do Jardim Primavera, na cidade de Presidente Prudente, SP.

Referencias: http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/vacinacao/sobre-o-programa
http://www.saude.sp.gov.br/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica-prof.-alexandre-vranjac/publicacoes/norma-tecnica-do-programa-de-imunizacao