HUMANIZAR PARA CRESCER

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O meio de acontecer a humanização na saúde é por diretrizes e dispositivos que são estratégias que auxiliam as práticas a se concretizarem. Então em 2003 o Ministério da Saúde cria a Politica Nacional de Humanização. A escolha do tema é bastante significativa na formação em psicologia, pois consiste em compreender que como profissional, também pode se fazer parte da gestão e somos todos responsáveis e capazes de pensar no indivíduo e nos fenômenos sociais. O artigo escolhido conta um pouco da mediação de conflitos como uma estratégia para prevenir a violência e resolver os conflitos básicos. E como o Sistema Único de Saúde (SUS) é feito de experiências que deram certo e são compartilhadas, uma dessas, citada no artigo, é em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Belo Horizonte.

Para entender como as estratégias do SUS funcionam, primeiramente, deve se entender como ocorre a violência como fenômeno. A violência como consequência da globalização, precarização do trabalho, exclusão, desemprego, sendo um fator atrelado a outro. E é tendo esse cenário “precário”, a periferia que o SUS encontra seus maiores desafios. O cotidiano que é a própria consequência da globalização lá de fora, é a própria violência, a briga na rua, a bala perdida, a morte encomendada, a falta de investimentos, dentre outros desafios.

Nesse contexto surge então a necessidade de humanizar a saúde, um conceito um tanto diferente surge também “violência institucional”, por isso que busca-se humanizar a mesma, para que não exista conflitos não resolvidos na área da saúde pública. E por isso é necessário o estudo tanto histórico quanto da violência contemporânea para assim poder elaborar políticas públicas que visem melhorias. E deve saber inventar no contexto SUS, então uma das estratégias utilizadas é a mediação de conflitos.

A mediação de conflitos aparece como uma solução para os conflitos em diferentes áreas, inclusive em movimentos sociais, sindicais e comunitários, o que interessa muito ao SUS, pois garante uma participação ativa da comunidade e sendo um mecanismo de inserção dos profissionais na mesma. Como seres utilizadores de linguagem, a mediação de conflitos é uma boa forma de resolver as questões pendentes entre os sujeitos. É importante dar a oportunidade de falar.

Onde aparece a Mediação de Conflitos na prática? Na parte da saúde pública, a MC aparece para resolver conflitos entre trabalhadores, usuários, poder público, comunidade, seus sindicatos, entre outros e assim construir uma gestão compartilhada. O HumanizaSUS-BH tenta preparar gestores e trabalhadores que saibam atuar na mediação de conflitos. Assim mostrando o método de Roda que mostra que não se deve preparar apenas o gestor e sim o trabalhador e o usuário também, todos envolvidos no processo de “fazer saúde”.

Diferente do que se tem como base, aqui o método de mediação de conflitos, não tem como mediador um alguém fixo, pode ser um gestor, um trabalhador ou uma influência da comunidade e assim se constrói uma roda de conversa, onde todos debatem e entram em consensos.

Artigo 8: Construindo Cultura de Paz e não Violências no Campo da Saúde Pública: A Mediação (Cogestão) de Conflitos como Possibilidade de Retomada do Diálogo entre Partes Conflitantes. Caderno de Atenção Básica       Autora: Ana Rita Castro Trajano

Acadêmicas: Andressa Moraes e Camila Deprá

Introdução à Psicologia da Saúde IV Semestre.