Igualdade nas diferenças, vem aí o 8° Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde

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Como promover um bom encontro no qual a pluralidade não seja apenas um fator exotizante, mas possa também compor a construção do conhecimento?

É esse o desafio animador que a Comissão de Organização do 8° Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde se propõe: construir um evento onde se construa conhecimento científico com a população brasileira, e não somente sobre ou para ela!

A mensagem que guia a construção epistemológica do evento é um convite para que estudantes, ativistas, gestores e pesquisadores possam se reunir em setembro de 2019, em João Pessoa para construir novas formas de compor as relações políticas e científicas.

A programação inclui um chamado para novas linguagens, no qual será possível experimentar e apresentar novas formas de produção de políticas e conhecimentos.

Convidamos todas e todos a virem conosco construir esse processo, em um ano que parece insistir em trazer maus ventos, o desejo de produzir leveza, política e conhecimento em meio a esse cenário é em si uma resistência política.

Finalizo esse post com a bela reflexão da identidade visual do evento.

 

A vida de grande parte da população brasileira é marcada pela pobreza e exclusão de direitos. Mas, em meio a essa precariedade, pulsam criatividade, arte, diversidade, sabedoria, alegria, festa e muita disposição de enfrentamento. São qualidades que encantam quem dela se aproxima com atitude de respeito e diálogo. Um encantamento que tem mobilizado forte compromisso de muitos trabalhadores das políticas públicas de saúde.

Essa foto foi feita por Eduardo Mourão Vasconcelos, psicólogo, cientista político, militante dos movimentos brasileiros de reforma psiquiátrica e luta antimanicomial, além de também artista, com diversificada produção (http://evasconcelos.art.br/). Ela expressa esteticamente essa realidade: uma casa de pau a pique (ou de taipa), símbolo da precariedade da pobreza das moradias populares, se mostra encantadora por meio de adornos simples, criativos e lindos.

Representa a busca do bem viver tanto da população como também dos profissionais do SUS, pesquisadores e militantes da saúde coletiva, que não se deixam submergir nas inúmeras situações de sofrimento e opressão, encontrando modos de existência e resistência carregados de significados, sentidos e arte.

 

Compromisso firmado e convite feito! Rumo à João Pessoa!