Projeto VER-SUS/MS: Vivência na Realidade do SUS de Campo Grande-MS

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VIVENTE: Eli Fernanda Brandão Lopes

CURSO: Graduada em Serviço Social pela Faculdade Anhanguera-Uniderp e pós-graduanda em Gestão das Políticas Sociais pela Faculdade de Educação São Luis

LOCAL DA VIVÊNCIA: Campo Grande-MS

PERÍODO: 03/02/2018 à 09/02/2018

               O Projeto VER-SUS/MS proporcionou a experiência do convívio com  acadêmicos de diferentes cursos (medicina, serviço social, enfermagem, fisioterapia, psicologia, odontologia) durante sete dias em um alojamento conjunto da UFMS(Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) na cidade de Campo Grande/MS, sendo estes acadêmicos inseridos em um processo de imersão teórica, prática e vivencial dentro do SUS, observando a rotina dos serviços de Atenção Primária UBS, UBSF, NASF e o  trabalho interdisciplinar e multiprofissional com as Equipes de Saúde da Família,conhecendo os serviços das especialidades no CEM e das  urgências e emergências na UPA, alem da dinâmica adotada pelo CAPS e Hospital Universitário.

 

Relatório da Vivência 03/02/2018

Período Vespertino

Alojamento na UFMS:

 

            No meu primeiro dia de vivência no período da tarde, quando cheguei ao alojamento da UFMS fui bem recebida pelas colegas ‘’versusianas’’ e por minha facilitadora Mônica.

            No final da tarde tivemos uma roda de conversa, onde nos apresentamos, e falamos como conhecemos o Ver-Sus, qual nosso objetivo de estar nesta vivência, e quais nossas expectativas.

            Também foram passadas as regras de conduta e boa convivência pelos facilitadores: Monica s. Menezes (enfermagem), Cássia de Paula Pires(enfermagem), Fabiane Paz N. da Silva(Odontologia) e Amanda( medicina).

            Os viventes foram divididos em 04 grupos: G1, G2, G3,G4.

            O grupo a qual pertenço é o G1, que tem como facilitadora Monica Menezes que é acadêmica do 9° semestre de enfermagem, Ana Fernanda Souza Silva que é acadêmica do 2° semestre de medicina, Beatriz Ravazine que é acadêmica do 6° semestre de psicologia, Cauane Cristina Marcelino que é acadêmica do 7° semestre de enfermagem, Lorena Batista que é acadêmica do 6° semestre de medicina e eu que sou graduada em serviço social e pós-graduanda em Gestão das Políticas Sociais.

            Esse primeiro encontro foi muito rico mostrando diferentes visões de mundo sobre a temática da Saúde Publica, cada vivente tem uma história de vida, uma contribuição uma maneira diferente de ver o SUS.

Relatório da Vivência 04/02/2018

UFMS

Período Matutino

 

            No segundo dia da vivência, tivemos uma roda de conversa com a professora Mané e professora Dinaci.

            Assistimos a um filme chamado “Políticas de Saúde no Brasil” e fizemos uma discussão sobre como era a política de saúde no Brasil antes da implementação do SUS.

            A saúde era prestada por curandeiro, índios e pelas Santas Casas de Misericórdia, com a vinda da família real para o Brasil começou uma mudança, pois vieram junto alguns médicos, e  surgiu o primeiro curso de medicina no nosso país.

            O Brasil nesta época era tomado por doenças pestilênciais, que matavam grande parte da população, não havia saneamento básico o que propagava ainda mais as doenças.

            A cólera, a peste bubônica, a tuberculose, a malária dizimavam a população, foi quando o governo preocupado com essa alta taxa de mortalidade, que reduzia o número de trabalhadores, prejudicando assim a economia, implementou a imunização obrigatória através do sanitarista Osvaldo Cruz. Onde as pessoas eram vacinadas contra sua vontade e com o uso de violência, culminando assim na Revolta da Vacina em 1904.

            Quando a industrialização chegou ao país fábricas se instalaram e ferrovias foram construídas à custa da exploração do operário, que se reconhecendo como classe se mobilizou para lutar por melhores condições de vida, nascendo o movimento operário, que culminou em grandes greves gerais em 1917 e 1919.

            Essas lutas trouxeram a aprovação da Lei Eloy Chaves, que criava as CAPs, que traziam alguns benefícios para as pessoas que trabalhavam.

Como os benefícios eram apenas para trabalhadores, mais lutas ocorreram para que se esses direitos se estendessem a toda população.

            Através de várias lutas ocorre a 8° Conferência Nacional de Saúde em 1986, resultando dela o nascimento do SUDS ( Sistema Único Descentralizado de Saúde), logo após na Constituição Federal de 1988 surge o tripé da Seguridade Social, caucado na política de saúde, assistente social e previdência social, lançando as bases de como seria organizado o SUS.

            Mas foi somente em 1990 que surge a Lei 8080, regularizando este sistema, trazendo para nós o SUS que hoje conhecemos.

Relatório da Vivência 05/02/2018

Período Vespertino

UPA Coronel Antonino:

            Neste dia, todos nós viventes fomos levados a Unidade de Pronto Atendimento do Coronel Antonino. Fomos recebidos pela enfermeira Luciane que é gerente do DEP (Departamento de Educação Permanente), ela conduziu duas dinâmica.

            A primeira dinâmica tinha como objetivo conhecer a história de vida de cada um dos viventes. Consistia em dividir uma folha de papel em quatro partes. Na primeira parte do papel foi escrito o nome da mãe e data de nascimento, no segundo nome do vivente e data de nascimento, no terceiro uma política marcante na vida do vivente, e no quarto a data de quando surgiu o interesse pela área da saúde. Nesta dinâmica podemos perceber a diferença entre o nosso nascimento já com implantação do SUS e o nascimento de nossas mães, quando ainda não havia o SUS, e quem não podia pagar pela saúde privada dependia de parteiras, os partos eram feitos em casa. Também durante esta dinâmica percebemos a dificuldade de se falar em sentimento, a dificuldade de ouvir o outro.

            Logo após fizemos outra dinâmica  para discutirmos sobre Métodos de Abordagem, onde se formou quatro grupos, um representando os gestores, outro os trabalhadores da saúde, outro os usuários e outro o controle social.

            Esta dinâmica foi muito importante, pois os viventes estavam todos ansiosos para começar a vivência, mas ninguém tinha pensado na forma como ela aconteceria, qual abordagem iríamos utilizar para isso.

Período Vespertino

CEM (Centro de Especialidades Médicas)

 

            No período vespertino visitamos o CEM (Centro de Especialidades Médicas), lá fomos recepcionados pela enfermeira Priscila, que nos mostrou a Unidade e os serviços nela oferecidos.

            O Cem possui várias especialidades: pneumologista, endocrinologista, cardiologista, oftalmologista, nutricionista, psiquiatra, psicólogo, otorrinolaringologista, odontologia e etc.

            Algumas dessas especialidades atendem crianças. Dentro do CEM existe:

·         O CEAM (Centro Especializado de Atendimento a Saúde da Mulher) que atende mulheres encaminhadas para o planejamento familiar,

·         O CENORTE (Centro de Ortopedia) atende pacientes com fraturas, para raio-x, colocação de gesso e tala,

·         O CERED (Centro de Atendimento de Diabetes) atende pessoas com Diabetes fornecendo insulina, fita e aparelho para medir o diabetes esse paciente é acompanhado pelo endocrinologista,

·         O CEO (Centro de Especialidades Odontológicas) atende crianças e adultos, para realização de procedimentos como canal, cirurgia, raspagem, obturação.

            O CEM trabalha com programas antitabagismo e TB (Tuberculose). Possui uma sala de emergência caso os pacientes passem mal durante a realização de um exame ou durante a espera para uma consulta agenda, se após o atendimento na sala de emergência o paciente se estabilizar ele será liberado e não havendo melhora será encaminhado a UPA( Unidade de Pronto Atendimento).

            O CEM também conta com farmácia que oferecem medicação controladas e medicações especiais reguladas pela Casa da Saúde, que são medicações geralmente caras, nutrição parenteral.

            Os exames realizados são todos regulados via SISREG. Conversamos com alguns usuários e obtivemos um feedback positivo em relação ao atendimento, em relação ao SUS. Já na conversa com os trabalhadores da saúde recebemos algumas queixa sobre o ambiente de trabalho, que foi descrevido como sendo um ambiente estressante de muito trabalho e pouquíssimos recursos.

Relatório da Vivência 06/02/2018

 

Período Vespertino

 

UBSF Los Angeles:

 

            No período da manhã visitamos a UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) a unidade nos foi apresentada pela assistente social Jaqueline, na unidade foi implantado recentemente o acolhimento na porta de entrada  feito por um agente de saúde comunitário, que direciona o fluxo fazendo a primeira abordagem do usuário. A agente comunitária Valéria nos relatou que o acolhimento tem melhorado o fluxo da unidade, e também começara a ser implantado na unidade a clínica da família, que irá estender o horário de funcionamento, onde as unidades atenderam de forma continua sem a pausa para o almoço.

            A unidade encontra- se em reforma desde o ano passado o que está dificultando o atendimento.

            As consultas são agendadas, porém quando existe a necessidade a o encaixe de pacientes.

            São 3 equipes composta de 1 médico, 3 enfermeira. A UBSF conta com a equipe do NASF que tem programas conta o  tabagismo e planejamento familiar as reuniões são realizadas quarta à tarde. Como a unidade está em reforma as reuniões estão sendo realizadas na casa dos usuários, refletindo o vínculo criado entre a unidade de saúde e os usuários.

            As técnicas de enfermagem Melissa e Josiane nos relataram sobre a questão de falta de recursos quando há a troca de gestão, e também relataram que o relacionamento entre usuários e trabalhadores é tranquilo e que não existem grandes problemas neste sentido.

            A unidade esta localizado em uma região periférica, onde existem grandes vulnerabilidades, a população é carente economicamente, socialmente e culturalmente. Isto dificulta o atendimento conforme nos relatou o médico da família Rafael.  Segundo ele existem pacientes com certa resistência ao tratamento, por conta de questões históricas, por conta da grande disseminação de informações errôneas pela internet.

            A farmacêutica Carla nos relata que  existe um grande número de receitas vindas de UPAs com prescrição de remédios para hipertensão para mais de 10 dias. Isso causa transtornos, pois ela somente pode despachar 10 dias de medicação de pressão, e a mesma coisa vale para outras receitas que valem apenas por 10 dias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Período Vespertino

NASF  Universitário:

            O NASF é uma modalidade de equipe multiprofissional, formado por diferentes especialidades, constituindo-se como apoio especializado.

            Realizada atividades com as equipes de saúde da Família, bem como atividades assistenciais.

            As demandas são recebidas a partir da discussão compartilhada entre o NASF e as equipes de saúde da família que ele apóia e não por meio de encaminhamentos impessoais.

             O núcleo do NASF funciona na UBS do Universitário, apesar de o NASF utilizar o espaço físico desta unidade, ele não atende a mesma.

            Fomos recebidos pelo profissional de educação física Rafael, pela fonoaudióloga katiucia, psicóloga Gilce e pela assistente social Josimara.

            O NASF atende de 5 a 9 equipes de saúde da família, é uma equipe formada por especialistas porém não faz parte da especialidade, ele é pertence ao serviço de proteção básica.

            Quando a equipe de família detecta que existe a necessidade de um acompanhamento pelo NASF, ele é acionado e trabalham em conjunto para a melhora do paciente.

            O NASF juntamente com a equipe de estratégia e demais órgãos Ministério Público, Vara da Família,  Conselho Tutelar elaboram o PTS (Projeto Terapêutico Individual).

            O NASF trabalha com o eixo de Apoio Técnico, Pedagógico e Assistencial.

            Atendendo não somente os usuários como também a equipe da saúde da família.


Relatório da Vivência 07/02/2018

Período Matutino

CAPS Vila margarida:

            Hoje nós viventes fomos levados ao Caps Vila Margarida que é uma Unidade de referência para atendimento e acompanhamento de pacientes portadores de transtornos mentais que residam nas regiões norte e leste da cidade.

            Quando chegamos fomos recebidos pela gerente Marlene que também é formada em psicologia, ela nos apresentou a unidade, falando sobre a rotina com os pacientes, os tratamentos oferecidos.

Campo grande esta dividida segundo a PLANUR em 07 regiões de saúde:

·         Bandeiras

·         Anhanduizinho

·         Prosa

·         Segredo

·         Lagoa

·         Imbirissul

            São oferecidos os Serviços de: Psiquiatria,  Psicologia,  Assistencia Social, Terapia Ocupacional, Enfermagem, e Farmácia.

            Em campo grande existe o CAPS Infanto-juvenil que atende crianças e adolescentes, o CAPS AD que atende usuários dependentes de álcool e drogas, o CAPS Aero-Rancho que atendem pacientes em surto psicótico e 03 CAPS III sendo eles o CAPS Vila Margarida, o CAPS Afrodite, e  CAPS Vila Almeida que atendem pacientes acima de 18 anos com transtornos mentais.

            Desde a reforma psiquiátrica busca-se integrar o paciente ao convívio familiar e comunitário, o que se torna muitas vezes em questão de conflitos entre os familiares e a unidade, pois estes por vezes, por varias questões biológicas, sociais, cultural e financeira querem a internação de seu familiar que sofre de algum transtorno familiar.

            Ouvimos relatos sobre algumas famílias que param o tratamento do familiar com alguma patologia para que o mesmo entre em crise e fique internado por algum tempo ou mesmo para que não haja a melhora ou a perda de benefícios assistenciais como o BPC, aposentadorias e auxilio doença.

Segundo a psicóloga Elizangela quando o paciente chega a unidade ele passa pelo serviço de acolhimento, que é feito sempre pelo profissional que estiver na escala, podendo ser pelo assistente social, psicólogo, enfermeiro, terapeuta ocupacional, logos após o acolhimento se verificado os requisitos para o atendimento e acompanhamento pelos CAPS, será elaborado o PTS (Plano Terapêutico Singular)

            O CAPS é uma unidade de porta aberta, recebendo demandas espontâneas, e demandas advindas do Consultório de Rua, do Centro POP, do CETREME, e do SEAS.

          Quando o paciente apresenta transtornos advindos apenas do abuso de álcool e drogas ele será encaminhado ao CAPS AD, mas ele for usuários de drogas e álcool e concomitantemente possuir algum transtorno mental o mesmo será tratado pelo CAPS III Vila Margarida

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Período Vespertino

UPA  Moreninhas

 

            No período vespertino visitamos a UPA Moreninha nesta Unidade de Pronto Atendimento fomos recebidos pela enfermeira Laís que nos apresentou a unidade seus serviços e dificuldades.

            Ela nos relatou que foram cortados muitos profissionais dentre eles enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem e assistentes sociais.

            Segundo ela a unidade tem varias alas fechadas por falta de profissionais, quando chegamos a ala amarela de observação para pacientes estava fechada.

            Não tem como trocar sonda parenteral, pois o material esta em falta, não a luvas, mascaras, saco coletor para sondas. Segundo ela a unidades esta trabalhando muito abaixo do limite e fazendo um atendimento sem qualidade para a população.

            A UPA é uma porta de entrada para a urgência e emergência, quando o paciente chega à unidade ele passa pela triagem que é feita pelo enfermeiro e é classificado de acordo com o protocolo de Manchester, pela classificação de risco onde o mais grave será atendido primeiro.

            Quando não a enfermeiro para fazer a triagem ela será feita por dois t

écnicos de enfermagem, que iram verificar os sinais vitais e anotar os sintomas, mas não foram a classificação de risco, pois esta é uma prerrogativa do enfermeiro.

            Segundo a enfermeira Laís a classificação de risco é a parte que mais do atrito entre o usuário e a unidade, pois quando ele é triado como azul, que seria considerado um caso de ambulatório, seu atendimento é mais demorados pois, os casos que chegarem e forem verde, amarelo ou vermelho serão atendidos primeiros

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Relatório da Vivência 08/02/2018

Período Matutino

UBSF MAPE (Maria Aparecida Pedrossian)

 

            Hoje visitamos a UBSF Maria Aparecida Pedrossian, quando chegamos fomos recebidos pela assistente social Jaqueline e pela enfermeira Débora.

            A unidade funciona com 03 equipes de Estratégia de Saúde da Família, as consultas são marcadas diariamente, não tendo agendamento prévio, pois em outros tempos, o método de agendamento não foi resolutivo dentro da dinâmica e da realidade daquela unidade.

            Logo na entrada da unidade sempre fica um agente acolhedor, que faz o acolhimento do usuário. Este acolhimento é realizado por qualquer um da equipe profissional escolhido por meio de escala. O acolhimento facilita que o paciente não fique esperando na fila de forma desnecessária, pois antes do mesmo ficar na fila ele já é informado se o serviço que ele precisa é naquele dia mesmo, ou naquele horário, em qual sala seria, ou até mesmo se seria caso de ser atendido na básica, pois algumas vezes são casos de urgência e emergência, ou seja, das UPAs.

            Conversamos com a médica Fernanda, que atende todos os dias das 7:00 as 11:00 e das 13:00 as 17:00, segundo ela seus pacientes são de uma área de maior vulnerabilidade, ela conta que criou um grande vínculo com seus pacientes, contando que um paciente dela que era uma pessoa de idade, pediu até mesmo que as visitas fossem feitas 2 vezes ao mês chegando a propor que ele arcaria com a gasolina.Ela faz plantão aos finais de semana no CRS do Tiradentes e na cidade de Bandeirantes, um pequeno município a 80 quilômetros de Campo Grande.

            Na unidade foi trabalhada a ambiência, pela gerente, que decorou o prédio com pinturas alegres feito pelos próprios funcionários e voluntários.

            Foram colocadas mesas e cadeiras infantis com algumas revistas, para que houvesse o entretenimento das crianças enquanto esperam a consulta.

            A unidade oferece grupos de Hiperdia ( hipertensos e diabéticos), preventivo, pré natal.

            A farmácia está fechada desde o começo do ano, pois, a farmacêutica encontra-se afastada por depressão.

            Todos os dias são ofertada 10 vagas para cada médico de cada uma das três equipes, e mais 02 vagas de emergência caso chegue algum paciente fora do horário precisando de atendimento.

            A assistente social trabalha em conjunto com a equipe, fazendo as visitas, recebendo casos graves de violação de direitos. Fazendo notificações enviando o caso ao CREAS (Centro de Referência Especializado de Saúde) para que este acione a rede de proteção. Devido à grande demanda alguns casos não são resolvidos.

            Conversando com a equipe de agentes de saúde podemos perceber a importância desses profissionais pois eles são a linha de frente, eles conhecem a realidade de cada morador, suas necessidades.

            Eles relatam que quanto maior a vulnerabilidade maior é o acesso a residência desta pessoa, e quanto maior o poder aquisitivo maior é a resistência para que os agentes comunitários possam entrar e realizar o cadastramento desta família.

Não existe uma capacitação permanente para estes profissionais, como outra hora houvera.

Período Vespertino

UBS Dona Neta

Chegamos a UBSF as 13:00, fomos recebidos pela enfermeira da unidade, que nos relatou, que a gerente da Unidade estava em reunião, e o sub-gerente não havia chegado e não havia nem mesmo previsão do horário que ele poderia chegar.Segundo ela ninguém da unidade foi informado sobre nossa visita, e que como não tinha nada na unidade ela não teria o que nos mostrar.

Relatório da Vivência 09/02/2018

Período Matutino

Hospital Universitário

            De manha fizemos uma visita técnica ao Hospital Universitário, conhecemos o PAM (Pronto Atendimento Médico) onde são feitos os atendimentos de urgência e emergência.

            O Centro Cirúrgico foi apresentado pela enfermeira Islaine que nos relatou que ele funciona com 9 salas porem 4 estão fechadas para reforma.

            O setor de nefrologia consta com uma sala de urgência para diálise, quando os pacientes tem hepatite ficam em uma sala separada por conta da auto virulência do vírus, um adulto chega a fazer de diálise até 3 vezes na semana, enquanto uma criança chega a fazer diálise diariamente.Quando a diálise é feita em pacientes do interior a ambulância disponibilizada pelo serviço de saúde daquele município onde o paciente reside, vem três vezes por semana trazer estes pacientes.

            Antes a legislação previa 1 para cada 4 pacientes hoje a lei prevê 2 enfermeiro pra cada 2 pacientes, isso melhorou bastante o serviço prestado ao paciente internado.

            O Serviço social e a psicologia atendem os casos de todos os setores do hospital.

            O Banco de Leite nos foi apresentado pela enfermeira Elizabete ele é responsável pelo incentivo e promoção ao aleitamento materno, ele quem executa as atividades de coleta, processamento e controle de qualidade do leite coletado através de doações.

A validade do leite:

·         Na geladeira: Leite cru refrigerado- 12 horas

·         No freezer: Leite cru congelado – 15 dias

Serviços oferecidos

·         Orientações sobre a amamentação e seus benefícios;

·         Atendimentos e auxílios com as dificuldades na amamentação (dificuldades na pega, fissuras nas mamas, ingurgitamento, relactação);

·         Visita domiciliar para coleta de leite materno;

·         Coleta, processamento, controle de qualidade e distribuição de leite humano cru;

·         Coleta, processamento, controle de qualidade pasteurização de leite humano e distribuição do mesmo.