RODA DE CONVERSA: A HUMANIZAÇÃO NA SAÚDE E AS EXPECTATIVAS DOS DISCENTES DE ENFERMAGEM

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DISCIPLINA HUMANIZAÇÃO NA SAÚDE DO MESTRADO PROFISSIONAL DE ENSINO NA SÁUDE-MPES-FACULDADE DE MEDICINA -FAMED-UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS-UFAL

AUTORES: Rosário de Fátima Alves de Albuquerque -Enfermeira HGE-SESAU/MESM-UNCISAL

Márcia Andréa Reis Silva-Enfermeira HGE-SESAU/UDA Divaldo Suruagy-SMS-Maceió

Valéria Antônia Pereira – Docente UNIT/ESTÀCIO-FAL

Prof. Dr. Sérgio Seiji Aragaki   e   Profa. Dra. Cristina Camelo de Azevedo    Coordenadores da Disciplina -Humanização na Saúde -MPES-FAMED-UFAL

Nossa Roda de Conversa foi realizada no dia 16 de maio a tarde, com a presença de 10 discentes de Enfermagem de uma Instituição de Ensino superior -IES- privada, em Maceió. O convite foi feito de forma aleatória aos alunos do 5º ao 10º período, pela professora Valéria Antônia. Iniciamos a roda utilizando com uma imagem de uma sala de emergência clinica de um hospital (não identificado) uma cena comum, bastante conhecida e algumas vezes reproduzida pela mídia nos atendimentos dos hospitais públicos do Brasil. Essa imagem foi a proposta disparadora da discussão, onde os alunos foram indagados sobre o que eles visualizaram na imagem – unanimemente todos apontaram a superlotação como um quadro desumano-   as falas ressaltaram ainda: ingerência, ausência de políticas públicas, sobrecarga de trabalhos e inadequação do espaço físico. Uma outra imagem foi aplicada para discussão onde apresentava filas imensas para se conseguir atendimento numa Unidade Básica de Saúde e numa porta de entrada de um hospital:  Foi solicitado que eles elegessem os problemas, as ações para melhorias e os autores das melhorias.  Indagamos também se as melhorias dariam contas de todos os problemas?  E se os autores citados resolveriam todos os problemas? E mais uma vez as colocações dos alunos não foram diferentes, em algumas falas era possível sentir indignação e revolta.  Apontaram que os gestores na maioria das vezes não resolvem os problemas porque não tem conhecimentos sobre gestão pública, o cargo são políticos e não por competências.   As ações quando existem, são focais e não são discutidas com os funcionários ou usuários elas vêm de forma centralizadas que não atende as necessidades de quem está na ponta. Percebemos que na fala nenhum aluno se colocou como coparticipante desse processo de mudança.

Apresentamos então em 7 slides um pouco da Politica Nacional de Humanização (PNH) com o enfoque: o que é?  para que serve? e quem faz?   Ressaltamos a PNH não como um programa, mais sim uma política que atravessa as diferentes ações e instância gestoras dos SUS. – Visa fortalecer o SUS como políticas públicas de saúde- apresentamos seus Princípios, Diretrizes e Dispositivos que a constitui.  E para alavancar nossa Roda, provocamos uma última discussão que para nós mestrandas do Ensino na Saúde seria a contextualização maior dessa proposta de trabalho: Como os discentes percebem o ensino da PNH na graduação? E como as questões discutidas na Roda, podem ser trabalhadas na sua formação? Eles colocaram que o ensino da PNH é superficial e praticamente em uma única disciplina, sem que haja interação com outros conteúdos, o enfoque é dado muito na questão da humanização da assistência de enfermagem pelo fato de ser a profissão que permanece mais tempo ao lado do paciente. “ate parece que só é feita para a enfermagem” – foi uma frase bem marcante. Eles demostraram que não conhecia a REDE HUMANIZA SUS.  Em relação de como eles veem a possibilidades de trabalhar estas questões na formação, afirmaram que, sendo multiplicadores da divulgação da PNH, provocar mais rodas de conversas, inserir nas elaborações de dados epidemiológicos para os gestores, apontar proposta de ações de cogestão e participação ativas. Ficou definido uma nova Roda em que eles escolheram como tema uma diretriz da PNH: direitos e deveres dos usuários. Concluímos então que foi um momento de trocas de saberes, com participação ativas, os discentes demostraram bastante interesses no tema, coerência nas falas, contextualizando problemas reais em suas práticas discentes e profissionais considerando que alguns também são técnicos de enfermagem e estão inseridos nesses cenários produtores de práticas muitas vezes desumanizadas que compromete muito a proposta do SUS.  Importante que se possa realizar uma avaliação como a PNH está inserida na formação dos profissionais de saúde na Graduação, e quem sabe essa Roda de Conversa venha ser o “ponta pé” inicial para esse processo.  Nos sentimos como mestrandas do Ensino na Saúde da FAMED-UFAL, na Disciplina Humanização na Saúde, muito felizes em colaborar com esta proposta.

AbraSUS!