Rodas de conversa: Uma transformação nas relações de saber e poder no nosso local de trabalho

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Disciplina: Humanização da Saúde – Mestrado Profissional de Ensino na Saúde / Faculdade de Medicina – Universidade  Federal de Alagoas (MPES-FAMED-UFAL).

Autoria:

Maria Dirlene Alves Ferreira – Médica, Mestranda em Ensino na Saúde.

Bruna de Sá Duarte Auto – Médica, Mestranda em Ensino na Saúde.

Sérgio Seiji Aragaki – Professor Doutor em Psicologia Social, coordenador da disciplina de Humanização da Saúde – MPES-FAMED-UFAL

Cristina Camelo de Azevedo – Professora Doutora em Saúde Pública, coordenador da disciplina de Humanização da Saúde – MPES-FAMED-UFAL

O HUPAA possui a missão de proporcionar a formação prática, produzir conhecimento e prestar assistência em saúde à comunidade com ênfase em excelência, humanização e compromisso social (PDE, 2016).

As rodas de conversas consistem em um método de participação coletiva de debate acerca de determinada temática em que é possível dialogar com os sujeitos, criando ambiente de escuta e a continuidade da roda possibilita a inclusão dos sujeitos como forma de educação no local de trabalho da saúde.

Entre outras finalidades, propõe-se a socializar saberes, implementar a troca de experiências, de conversas, de divulgação de conhecimentos entre os envolvidos, na perspectiva de construção e reconstrução de novos conhecimentos sobre a temática proposta (MOURA e LIMA, 2014) e transformar as relações de saber e poder, contribuindo para o processo de humanização, pois as ações auxiliam a ressignificação.

Tem sido utilizada em diversos contextos, como ferramenta de educação permanente. Na disciplina Humanização da Saúde – MPES, foi proposta a aplicação de uma roda de conversa no seu contexto de trabalho na perspectiva da Humanização em trabalhadores da saúde.

Através da roda de conversa com convite prévio aos funcionários da recepção de atendimento eletivo dos ambulatórios 1, 2 e 3 do HUPAA, foi levantada a problemática do fato dos pacientes dormirem nas filas para agendamento de consultas e retornos, cobrança de horário para retorno aos municípios de origem, falta de informações, ou do repasse de informações erradas aos usuários que afetam o dia a dia dos profissionais da saúde que trabalham na recepção e acolhimento destes usuários em consultas eletivas ao hospital universitário. Durante a discussão do tema proposto como deflagrador da problemática os funcionários surgiram com uma proposta de implantação do serviço “posso ajudar” e disponibilização de pessoas para realização dessa atividade. Entretanto, foi discutido que o proposto não se enquadra nas propostas da Politica Nacional de Humanização e, portanto, foram informadas as PNHs, tendo como principal política discutida a cogestão.

Verifica-se por meio dessas conversas o quanto essas atividades contribuíram como forma de amenizar momentos do processo aflitivo e angustiante que muitos vivenciam em ambiente hospitalar. A dinâmica da roda de conversa possibilitou uma discussão ampla e proveitosa com os trabalhadores da saúde.