Poesia
Morreu Roberto Piva

O mundo ficou mais careta
As ruas tortas perderam seu poeta
os automóveis
exalam um odor mais fétido
ficaram órfãos de poesia
O cinza se perde no ocre
de ferrugem das estátuas
e o Tietê marcha solene
levando toda a merda paulistana...
a cloaca urbana
que a tudo expele
não tem mais seu cantador
e a burrice inexpressiva
das escolas maquinais
pode parir sossegada
sua cota de gente conformista
a escumalha "civilizatória"
agora respira tranquila
Morreu Roberto Piva....
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Que belo jeito de viver!

É incomum e belo fazer e ser parte deste movimento.
Obrigado a todos pelos comentários dos vários posts em defesa do SUS e da vida. Obrigado pela generosidade de criar coletivamente, embaralhando as vaidades das autorias. Sei que as vezes minha intervenção é mais ácida do que poética, mais sociológica do que psi.
Mas não abro mão de trabalhar com uma certa gama de dados objetivos. Sempre corro o risco de sofrer uma contestação devastadora por que números podem provar tudo. Até mesmo teses opostas.
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Agora me ocorreu algo.


Eu sou mortal. Isso não irá mudar nunca.
Então, minha existência tem um aspecto imutável.
O que não muda nunca permanece para sempre.
É uma condição irrevogavelmente imutável, portanto eterna.
Em nenhum momento, presente ou passado, de uma era ou outra, neste lugar ou noutra galáxia o fato de eu ser um mortal será modificado.
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Uma Boa Morte
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