Lars von Trier e Quentin Tarantino – cinema e mundos possíveis

Apesar de todos os comentários sobre a inundação de violências nos filmes ‘Anticristo" e "Bastardos Inglórios", fui vê-los. São sublimes. Embarca-se em outros mundos possíveis, de modos diferentes em cada um. E a beleza plástica é de tirar o fôlego! A violência faz parte dela. Para os que acreditam que não entrar em contato com […]

organismo versus corpo-sem-órgãos corpos que não aguentam mais

O organismo investe sem pena o corpo sem órgãos. Os corpos não aguentam mais… Ricardo lançou uma tarefa para nós há algum tempo: Pensar sobre a nossa rede como um meio de dissolução do organismo. Acabar com o julgamento e em seu lugar colocar a compreensão. No sentido que Espinosa deu a esse movimento. Ou […]

o intercessor Dênis Petuco

Numa fria manhã paulista, embalo-me na rede ( humaniza ), em meio à solidão das paredes dos consultórios deste hospital. O torpor é inevitável. Mas, eis que me deparo com um texto visceral de Dênis Petuco, capaz de me arrancar da narcose institucional. Não deixem de ler o “Educação Popular, Redução de Danos e o […]

nova investida da drogadição lícita II – Dar um plus no barato?

Sai artigo no Estadão sobre uso de tríplice bomba para dar um "plus no barato". Uma composição de Viagra ( para potencializar a  " libido" ) + Ecstasy + um medicamento do coquetel antiaids ( para "prevenir" o contágio ) é a nova parafernália usada em baladas. Trago esta discussão para a rede pois é paradigmática […]

A PNH por Cleusa Pavan

Somos um grupo de pessoas que pensam/praticam uma clínica transdisciplinar. Alguns princípios e métodos veiculados pela pnh no SUS "nasceram" ou foram inspirados por reflexões clínico-políticas  do "povo trans". Cleusa, em sua fala, refez o percurso histórico da pnh desde os movimentos sociais que possibilitaram/produziram o SUS. Explicitou princípios, métodos e dispositivos que animam as práticas. […]

poema(s) da cabra – João cabral de melo neto

  continuando o poema…

O núcleo da cabra é visível
debaixo do homem do Nordeste.
Da cabra lhe vêm o escarpado
e o estofo nervudo que o enche.

Se adivinha o núcleo de cabra
no jeito de existir, Cardozo,
que reponta sob seu gesto
como esqueleto sob o corpo.

poema(s) da cabra – João cabral de melo neto

Nas margens do mediterrãneo não se vê um palmo de terra que a terra tivesse esquecido de fazer converter em pedra. Nas margens do mediterrâneo não se vê um palmo de pedra que a terra tivesse esquecido de ocupar com a sua fera. ali onde nenhuma linha pode lembrar, porque mais doce, o que até […]

Poema de Fernando Pinto do Amaral

Zeitgeist   CONATUS : LA NUIT DU DANSEUR (2009) from boris achour on Vimeo.     Os meus contemporâneos falam muito e dizem – “Então é assim”, com o ar desenvolto de quem se alimenta do som da própria voz, quando começam a explicar longamente as atuais tendências das artes ou das letras ou das […]