XIV Colóquio de psicopatologia e saúde pública do curso de psicopatologia e saúde pública

7 votos

Imagem:  Zaha Hadid, arquiteta (creative commons)

 

O MAL ESTAR NO MUNDO DO TRABALHO EM SAÚDE

Cada vez mais, a saúde do Trabalhador da Saúde, em especial dos trabalhadores do SUS, é tema de fundamental importância tendo em vista o elevado grau de sofrimento, afastamentos, adoecimentos e desprazeres referidos desde há muito pelos profissionais deste campo. Continuar refletindo e debatendo –  com a participação de pesquisadores da área, clínicos e profissionais da saúde pública -, além de pensar caminhos alternativos para interferir na insistente equação dor-desprazer-trabalho é o objetivo deste colóquio.

Desafio relevante, levando-se em consideração contextos contemporâneos ainda mais amplos de radicalização do neoliberalismo – com predominância de uma economia financeirizada -, que impõe uma verdadeira mutação no trabalho e nas formas de vida do trabalhador, cujos expoentes mais palpáveis têm sido a intensificação dos processos de produção aliada à escassez do trabalho e à escandalosa precarização do mesmo, as novas exigências de empreendedorismo de si e de comparecimento no mercado enquanto sujeitos moldáveis, aptos a adaptarem-se a uma infinidade de demandas.E, para ampliar o panorama, no campo da saúde, lidamos com a terceirização das atividades de cuidado, as exigências de produtividade advindas de lógicas empresariais não compatíveis com esse tipo de trabalho, o desmonte de inúmeros equipamentos, o congelamento de gastos por 20 anos (EC 95), dentre outras situações ameaçadoras.

Assim, é sempre tempo de composição para o trabalho de investigação e reflexão sobre as complexas dimensões macro e micropolíticas dessa temática, considerando a impossibilidade de separar processos de trabalho, produção de subjetividade, adoecimento e sofrimento psíquico, especialmente no serviço público. Cuidar de quem cuida implica em que tipo de interferência no trabalho e na gestão em saúde? Que dispositivos acionar para ampliar o cuidado de si e do outro? Como inventar novos possíveis nessa realidade tão dura?

O convite está aberto e esperamos vocês, pesquisadores, profissionais da saúde, estudantes e demais interessados, para juntos ampliarmos os horizontes de reflexão!

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) promove o XIV Colóquio de Psicopatologia e Saúde Pública do Curso de Psicopatologia e Saúde Pública com o tema “O mal estar no mundo do trabalho em saúde”. O evento é gratuito e ocorre dias 24 e 25 de agosto. Está aberto a todos os interessados, sejam alunos da graduação e pós-graduação, profissionais da saúde ou de outras áreas interessados no tema.

Informações: (11) 5052-7967 ou psicopatologia@uol.com.br.

Inscrições: https://www.sympla.com.br/xiv-coloquio-de-psicopatologia-e-saude-publica-do-curso-de-psicopatologia-e-saude-publica__324128

 

PROGRAMAÇÃO

24/8, sexta-feira, das 19h às 22h30

19h às 19h30 – Mesa de Abertura – Cleusa Pavan

Psicanalista e analista institucional, docente do curso de Psicopatologia e Saúde Pública da FCMSC-SP, consultora da Política Nacional de Humanização (2006-2015)

Maria Lúcia de Moraes Borges Calderoni

Psicanalista membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, professora do Curso de Psicopatologia e Saúde Pública da FCMSCSP

22h30 – Mesa 1 – O sofrimento e o adoecimento no trabalho: reflexões

Subjetividade, Trabalho e Sofrimento Psíquico – Projeto Laborar

Projeto clínico de atenção a trabalhadores, implementado por psicanalistas do Instituto Sedes Sapientiae

Da psicopatologia à psicodinâmica do trabalho: conceitos teóricos e metodológicos – Selma Lancman

Prof. Titular do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Faculdade de Medicina da USP

Mediação: Cleusa Pavan

25/8, sábado, das 9h às 17h30

9h às 11h: Mesa 2 – Cuidados e proteção do trabalhador no serviço público

Vigilância de acidentes e agravos relacionados ao trabalho: o perfil de acidentes e adoecimento no trabalho no Município de São Paulo – Rita de Cassia Bessa dos Santos

Assistente Social e Dra. em Sociologia – FFLCH /USP. Técnica de SMS/COVISA/DVISAT/Informação em Saúde do Trabalhador

Possibilidades para uma política de proteção à saúde do trabalhador do SUS – Virgínia Junqueira

Médica pediatra, especialista em Saúde Pública, mestre e doutora/FMUSP e pós-doutora em Economia Política da Saúde/USP. Professora do campus Baixada Santista da Unifesp.

Mediação: Maurício Porto

Psicanalista, professor do Curso de Psicopatologia e Saúde Pública da FCMSCSP

11h30 às 13h30: Mesa 3: Processos de trabalho: das prescrições à invenção de novos possíveis

Prazer e Dor no Trabalho em Saúde: como interferir nesta relação? – Cleusa Pavan

Produção do cuidado e processos de subjetivação – Maurício Lourenção Garcia

Prof. Dr. Depto de Saúde, Clinica e Instituições da UNIFESP, Campus Baixada Santista

Mediação: Maria Lúcia de Moraes Borges Calderoni

13h30 – Almoço

15h às 17h: Mesa 4: O sofrimento do trabalhador da saúde

Cuidando de quem cuida: práticas sobre a saúde do trabalhador – Liamar Almeida de Oliveira

Psicóloga, especialista em Psicopatologia e Saúde Pública – Fac. de Saúde Pública/USP e em Psicologia e Relações Raciais -Instituto AMMA Psique e Negritude.

O trabalho, o sofrimento psíquico dos trabalhadores e as medidas socioeducativas em meio aberto: Reflexões sobre fragmentos da prática profissional – Vanessa Cristina Oliveira dos Santos

Psicóloga Clínica pós graduada em Psicopatologia e Saúde Pública/USP; técnica/psicóloga em Serviço de Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes

Saúde mental dos trabalhadores que atuam com pessoas em intenso sofrimento psíquico: uma pesquisa bibliográfica sobre experiências com dispositivos de cuidado – Juliana Siqueira Korodi

Psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Psicopatologia e Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo

Reflexões sobre os desafios do atendimento de famílias em alta vulnerabilidade. Acompanhante de saúde da pessoa com Deficiência Intelectual (APD): uma estratégia possível – Mônica Fernandes de Barros

Psicóloga, arte-terapeuta, especialista em Psicopatologia e Saúde Pública.

Mediação: Cleide Monteiro

psicanalista, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, docente do curso Psicanálise e membro do projeto Laborar do mesmo departamento. Docente do Curso de Psicopatologia e Saúde Pública da FCMSCSP

17h30 – Encerramento

Organização:

Professoras Cleusa Pavan e Maria Lúcia de Moraes Borges Calderoni

Realização:

Curso de Psicopatologia e Saúde Pública da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Local: Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa da São Paulo

Auditório Prof. Dr. Paulo Augusto Ayrosa Galvão

Rua Dr. Cesário Motta Junior, 112, Vila Buarque, São Paulo (SP)