Como separar o joio do trigo na alimentação e prevenir as doenças crônicas?

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A ciência é clara: o consumo elevado de alimentos ultraprocessados está fortemente associado ao aumento do risco de obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, câncer e mortalidade.

Estudos de referência internacional mostram que:

Ultraprocessados são formulações industriais, ricas em açúcar, gorduras, sal, aditivos e pobres em nutrientes essenciais (Monteiro et al., 2019).

Evidências consolidadas indicam associação consistente entre ultraprocessados e piores desfechos de saúde (Dai et al., 2024).

O debate científico atual reforça que o problema não é apenas o nutriente isolado, mas o grau de processamento e o modelo alimentar imposto pela indústria (Monteiro et al., The Lancet, 2025).

Mas afinal, como separar o joio do trigo? Priorize comida de verdade: alimentos in natura ou minimamente processados

Leia os rótulos: muitos ingredientes e nomes estranhos → sinal de alerta

Prefira preparações caseiras

Valorize a cultura alimentar, o território e o ato de comer com atenção

Entender que alimentação saudável é também uma escolha política, social e de saúde pública.

Evitar as condições crônicas não transmissíveis começa no prato, mas passa também pela educação alimentar, pela escuta qualificada e pela promoção de ambientes alimentares saudáveis — desde a sala de espera até o território.

Comer é um ato cotidiano, mas também é um ato de cuidado, prevenção e resistência.

 Referências:

• Monteiro CA et al. Public Health Nutrition, 2019

• Dai S et al. Clinical Nutrition, 2024

• Monteiro CA et al. The Lancet, 2025.

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Texto:

Rosane da Silva Alves Cunha e Nívea Maria Gomes