A professora do PPGICS e pesquisadora do Laboratório de Informação Científica e Tecnológica em Saúde (LICTS), do Icict/Fiocruz, Viviane Veiga, co-assinou com os pesquisadores Patrícia Henning (Fiocruz), Luís Ferreira Pires e Joao Moreira, da University of Twente, Enschede (Holanda), e Isabella Pereira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), o artigo “Percepção e Prática de Planos de Gestão de Dados em Saúde: um estudo exploratório”.
Publicado no periódico online Data Inteligence, o artigo aborda a “qualidade e uso de Planos de Gestão de Dados (PGD) na área da saúde e investiga como pesquisadores percebem as dificuldades e a utilidade desses planos.”
O que é um PGD
Os Planos de Gestão de Dados (PGD) são formulados como uma estratégia para aumentar a eficiência da pesquisa e assegurar a integridade e a transparência dos dados, garantindo que estes sejam organizados, seguros, e permitam o acesso aberto, podendo serem encontráveis, acessíveis, reutilizáveis e interoperáveis, conforme os princípios FAIR. Um PGD bem elaborado é também aumenta a eficiência da análise, economizando tempo e recursos da pesquisa.
Resultados do estudo
Foram ouvidos 13 pesquisadores em entrevista on-line, sobre seus respectivos PGDs. Os resultados destacam um “descompasso entre baixa percepção na facilidade de elaborar o PGD e a evidências de inconsistências e lacunas relacionadas às perguntas”. Viviane Veiga e demais pesquisadores ressaltaram em sua análise alguns pontos críticos: “os entrevistados identificam fragilidades na descrição de metadados, em questões éticas e legais (especialmente quando envolvem seres humanos), no compartilhamento e reuso dos dados, além de confusões sobre os direitos de propriedade intelectual relacionados aos dados”.
A publicação pode ser lida no original em inglês ou em português, como um dos artigos do livro “Perspectivas dos estudos de informação na pesquisa em saúde”, disponível no Repositório Institucional Arca, da Fiocruz.