Humanização dos cuidados em Saúde : uma nova realidade nos dias atuais

9 votos


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO EM SAÚDE

MESTRADO PROFISSIONAL – FAMEMA – 2025

Aluno: James Augusto Soares Ferro

Professora Responsável: Profª. Drª.Magali Aparecida Alves de Moraes

Professora Colaboradora: Profª. Drª. Danielle Abdel Massih Pio

 

Humanização dos cuidados em Saúde: uma nova realidade nos dias atuais.

 

A Humanização na saúde é um conjunto de valores, técnicas e ações que promovem a qualidade das relações entre as pessoas nos serviços de saúde.1 Através de princípios da humanização, da Valorização dos diferentes sujeitos envolvidos no processo de produção de saúde, autonomia e protagonismo dos sujeitos, corresponsabilidade entre os sujeitos, vínculos solidários, participação coletiva nas práticas de saúde e reconhecimento do outro como legítimo cidadão de direitos.

O ciclo pedagógico em humanização dos cuidados em saúde é um processo de ensino-aprendizagem que visa a formação de profissionais de saúde com uma abordagem humanizada por meio da valorização a imersão social e subjetiva do processo saúde-doença-cuidado promovendo a interação entre profissionais e usuários sempre acolhendo e compreendendo as necessidades do paciente focando no ambiente de atendimento por meio de estratégias de ensino, metodologia, debates, simulações e discussões de filmes.2

O alicerce para o atendimento humanizado consiste numa palavra de enorme significância: “Empatia” – que significa em saúde a capacidade de compreender e partilhar os sentimentos do paciente, de forma a proporcionar um cuidado humanizado. Que pode levar a melhores resultados clínicos promovendo o bem-estar emocional e mental do paciente – Tranquilizando o paciente no seu momento de maior vulnerabilidade.3

A empatia pode se manifestar das seguintes maneiras:

1 – Afetivo, baseado na partilha e compreensão de estados emocionais dos outros

2 – Cognitivo, baseado na capacidade de raciocinar sobre os estados mentais de outras pessoas

3 – Regulador das emoções, baseado na capacidade de gerir e explicitar a resposta empática

4 – Relação médico-paciente

Ou seja, a empatia é um elemento primordial da relação médico-doente por meio de uma comunicação aberta a qual acarreta um melhor acolhimento e demonstração de carinho. 1

Durante a disciplina foram defiras abordagens de aprendizagem com diferentes formas de ensino as quais nos fazíamos raciocinar e refletir sobre todos os temas propostos ajudando nos a melhorar a nossa compreensão da mudança do modelo biológico para o biopsicossocial, considerando a formação dos profissionais de saúde e as políticas de saúde nacionais através da prática profissional humanizada e a abordagem biopsicossocial, considerando os desafios da mudança de paradigma refletido sobre os aspectos da comunicação nas relações interpessoais nos cenários de educação e saúde.1

Existem vários fatores ligados aos profissionais e aos pacientes que interferem no nível de empatia na relação entre ambos. A minha concepção as pacientes mulheres demonstram suas emoções com maior intensidade do que os pacientes homens. Nas oportunidades empáticas, as mulheres, dão respostas com maior frequência do que os homens. No âmbito da empatia, já se comprovou que as mulheres possuem maior capacidade de tomada de perspectiva e compreensão dos sentimentos dos pacientes do que os homens mesmo estando num grupo no qual a maioria absoluta eram mulheres a maneira de pensar e agir são mais receptivas do que dos homens agindo mais de forma acolhedora e solicita não que os homens não o sejam mais creio que apresentem maior dificuldades de demonstrar em público a empatia ao próximo.4

A prática da sala de aula invertida na área da saúde é uma metodologia de ensino que propõe que os alunos estudem previamente o conteúdo, e que em sala de aula discutam e apliquem o que aprenderam. Essa experiência foi fundamental para que todos os alunos do curso pudessem aprender e ensinar ao mesmo tempo promovendo um ambiente interativo e colaborativo de aprendizagem potencializando no aluno o interesse e buscar e demonstrar conhecimento por meio de debates mais ricos e produtivos em sala de aula com análises mais críticas e soluções para problematização dos temas abordados em sala de aula.5

A construção de intervenções para humanização na saúde envolve a criação de ambientes acolhedores, a melhoria do contato humano e a priorização do tratamento individualizado por meio de ambientes acolhedores os quais incentivam a participação dos pais nos cuidados e nos momentos lúdicos melhorando o contato humano e desenvolvendo ações que busquem a melhoria do contato humano presente ao atendimento agregando à eficiência técnico-científica uma ética que considere e respeite a singularidade das necessidades do usuário e do profissional priorização sempre o tratamento individualizado – enxergando cada paciente como único e estar totalmente focado em cada atendimento de forma humanizada na saúde construindo  por relacionamentos interpessoais de qualidade, questões estruturais e éticas.6

A Política Nacional de Humanização (PNH) se pauta em três princípios: inseparabilidade entre a atenção e a gestão dos processos de produção de saúde, transversalidade e autonomia e protagonismo dos sujeitos visando vivenciar e reinventar as diretrizes e dispositivos da PNH no cotidiano dos serviços de saúde.1

Portanto, afinal qual seria o principal objetivo da humanização na saúde? No meu entendimento é o de poder aprimorar, ofertar e divulgar estratégias e metodologias de apoio a mudanças sustentáveis dos modelos de atenção e de gestão implementando processos de acompanhamento e avaliação, ressaltando saberes gerados e agregados no Sistema único de Saúde e experiências coletivas bem-sucedidas para que possamos cada dia mais podermos ter o sentimento de empatia como algo normal na área da saúde e não somente como uma qualidade a ser destacada infelizmente no profissional da área da saúde.

Durante o curso eu aprimorei os meus conceitos da maneira como pensar em relação a humanização na área da saúde vendo claramente por meio das aulas o que é realmente importante uma vez que apreendi que nas discussões a mudança que pode acarretar o dia a dia nas rotinas e ambientes tornando-os mais benevolentes para todos. Em vez de interações distantes e frias, o conceito propõe uma proximidade que ultrapassa barreiras e facilita a troca de informações entre pacientes e profissionais de saúde; ou seja, uma vez que estou inserido no meio acadêmico como professor e preceptor no curso para formação de residentes médicos na área de atuação ortopedia poderei contribuir para que cada dia no meu atendimento no consultório, plantões médicos e preceptoria eu venha a aplicar os conceitos fundamentais do curso e poderei levar um pouco de empatia a todos que estão ao meu redor transformando todos os ensinamentos e aprendizados desenvolvidos ao longo das aulas uma realidade para a minha vida profissional.

Referências Bibliográficas:

1 – Política Nacional de Humanização – HumanizaSUS – https://www.redehumanizasus.net/

2 – A humanização do cuidado na formação dos profissionais de saúde nos cusos de graduação*Rev Esc Enferm USP, 2012; 46(1):219-26

3 – https://www.unicep.edu.br/post/a-importância-da-empatia-na-prática-médica-e-no-atendimento-ao-paciente

4 – https://www.em.com.br/app/noticia/saude-e-bem-viver/2022/12/30/interna_bem_viver,1438647/amp.html

5 – https://sae.digital/sala-de-aula-invertida/

6 – https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_humanizacao_pnh_folheto.pdf