Olá, me chamo Mirelly da Trindade Almeida, sou estudante do 9º período do curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e gostaria de relatar minha experiência com os profissionais e usuários do CAPS Casa Verde. Ao participar do cotidiano do serviço, tive a oportunidade de compreender que o CAPS é um espaço de acolhimento, escuta e criação de vínculos.
As experiências que tive ao longo do estágio enriqueceram a minha prática profissional, pois tive o privilégio de escutar histórias que, além de me impactarem, também me surpreenderam e mudaram a maneira como enxergo o processo de adoecimento mental. São pessoas que representam mais do que uma prescrição médica, são histórias que se reinventam e se inserem em uma realidade não raramente desfavorável às suas existências; que possuem singularidades que marcaram a minha própria construção como ser humano.
Na rotina do cuidado do CAPS, o paciente é visto como protagonista do seu tratamento. De forma autônoma, conhece o processo de assistência do estabelecimento e suas famílias participam ativamente dos grupos terapêuticos, das reuniões e das atividades que são desenvolvidas, pois, se compreende que o cuidado está para além do paciente, mas deve englobar toda a sua realidade.
Ao final do estágio, minha colega e eu tivemos a oportunidade de desenvolver uma atividade com os usuários. Optamos por realizar um momento de autocuidado com as mulheres que eram atendidas no local, porque entendemos que o cuidado perpassa também a forma como a própria pessoa se vê. Foram momentos de integração e troca de vivências, que me auxiliaram a compreender a importância de uma prática de saúde humanizada. Sou grata pela oportunidade!
