SUS: REFORMA OU REVOLUÇÃO?

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O SUS viveu este dilema entre reforma ou revolução.

Na Oitava Conferência, em 1986, vivíamos a abertura política e a volta da participação de exilados em Cuba e na Europa. Sérgio Arouca, presidente da Oitava Conferência, tinha voltado de Cuba. Mas tínhamos a influência de muitos que conheciam a Saúde Pública das social-democracias europeias, do regime capitalista.

A Constituinte de 1988 absorveu as ideias socialistas de Cuba e da social-democracia europeia.

Desta forma, superamos a ideia de revolução, mas fomos incapazes de fazer uma reforma completa do sistema de saúde.

O modelo americano de planos de saúde, que tínhamos a unanimidade de ser o mais inadequado foi comendo pelas bordas, principalmente pela facilidade em que o neoliberalismo encontrou de cooptar corações e mentes para o empreendedorismo com a comunicação digital.

Se existe uma chance de uma reforma (ou revolução?), essa possibilidade passa pela disputa no campo da Saúde Digital: não existe a possibilidade da Integralidade, da Universalidade e da Participação Popular, sem o controle numa plataforma digital de domínio público, cooperativa e colaborativa para o bem-comum, não para grupos que terceirizam pra depois eliminarem o SUS com a privatização.