Apoio Institucional em Campo Grande: alargando nossas fronteiras

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Iniciamos na ultima sexta-feira o trabalho de apoio institucional no estado do Mato Grosso Sul. Mas antes de compartilhar sobre esta mais nova intervenção da PNH, gostaria de contar uma coincidente curiosidade. Duas DUDAS cruzaram nosso caminho!!
A primeira Duda, Silvana Rossi, ex-consultora da PNH,  coordenadora de um curso sobre Gestão Hospitalar na Escola de Saúde Pública de Campo Grande, voltado para os gestores dos serviços locais. Deste lugar privilegiado, nossa companheira problematizará a gestão em saúde na perspectiva da co-gestão, defendida pela PNH. E mais. Abriu as portas da ESP facilitando nossa  primeira conversa. A segunda Duda – a comandante da TAM – fez um belíssimo pouso apesar das  péssimas condições climáticas (5 graus de temperatura e um vento pra lá de metro, como dizem os mineiros). Chegou até a nos avisar que havia chance do avião ter que arremeter!! Cruzes!!! A duda-comandante depois de um certo clima de tensão conseguiu arrancar aplausos dos passageiros, puxados por nós, não esther? Quantos aos nossos cumprimentos à duda-rossi: entendo que existirão muitos momentos onde brindaremos esta parceria!
Para a viabilização da pauta prevista do apoio institucional – construção de parcerias no estado do Mato Grosso do Sul a fim de identificarmos os desafios da rede de saúde e as estratégias  possíveis para enfrentá-los – priorizamos nas conversas realizadas com gestores e técnicos da ESP, Funasa, Núcleo do MS e SES – os seguintes aspectos: 1) nosso modo de atuar- consultores da PNH – junto com os atores sociais locais; 2) esclarecimentos do conceito de humanização que trabalhamos; 3) apresentação dos princípios da PNH – inseparabilidade entre os modelos de atenção e de gestão e a transvesalidade/ampliação do grau de comunicação  – como A possibilidade do estado do Mato Grosso do Sul enfrentar a fragmentação dos processos de trabalho em saúde e realizar o SUS que dá certo.
O contexto político na SES é propício para a entrada da PNH no estado, pois a Secretária – Dra. Beatriz Dobashi – médica sanitarista – tem se manifestado publicamente sobre o interesse na adoção dos dispositivos da PNH. Existe, inclusive, demandas vindas do interior (dos conselhos locais de saúde e dos trabalhadores) para que as idéias da PNH se concretizem neste estado.
Bem, bons tempos prometem. Até porque ouvimos dizer que por aquelas bandas do Pantanal o calor costuma ser intenso! Contamos com a natureza, até porque nem sempre cruzaremos com dudas pelo nosso caminhar…
Beth Mori e Esther Vilela