Ética em Avatar

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Após a morte trágica de seu irmão, o protagonista Jake, um fuzileiro deficiente físico,aceita uma missão por estar cansado de ser tratado como incapaz pelos outros.

Durante seu novo trabalho Jake é agenciado por um antigo militar que lhe promete devolver os movimentos de suas pernas em troca de informações privilegiadas.

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Enquanto pessoa com deficiência física entendo o quanto é importante para o protagonista a oportunidade de ter sua condição física restaurada, pois acabo me envolvendo em conselhos e colegiados justamente para ser alguém que mereça ser ouvido, fazendo parte na tomada de decisões e faria muitas coisas que nem todos julgam politicamente corretas se pudesse deixar de ser deficiente físico, negro, bipolar e etc… Queria me encaixar no padrão, mas não é possível.

Acredito que a manipulação do povo é retratada quando o executivo da companhia fala “ nós demos escolas, estradas, ensinamos nosso idioma, o que mais que eles (nativos) querem?” remetendo a época eleitoral que vivenciamos onde nossos pretensos governantes oferecem coisas das quais não precisamos realmente ou nem sempre queremos mas acabamos nos convencendo do contrário.

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O objetivo inicial do protagonista é aprender os costumes do povo nativo e convencê-­los a sair da árvore onde moram, por ela estar situada acima de uma reserva de minério extremamente valioso para a companhia de mineração que o contratou.

Após se tornar parte do povo nativo o protagonista tenta inutilmente tenta estabelecer a paz entre os dois lados, o que se revela impossível, e Jake só toma partido para ajudar o povo nativo quando a batalha se anuncia, tornando­se por outro lado como exclama o militar “ um traidor de sua própria raça”.

A batalha é uma analogia com a guerra do Vietnã, onde o povo nativo vence inimigos bélicos mais poderosos, por conhecer melhor seu território, afugentando os gananciosos militares e executivos.

Outra questão importante abordada é a sustentabilidade, representada pela relação do povo nativo com a natureza e seus ancestrais, que pode ser percebida quando acontece a “morte limpa” do animal, apenas para consumo e não por diversão.

Em outro momento Jake pede ajuda à mãe natureza mas sua esposa o alerta de que EYWA não toma partido na batalha, apenas protege o equilíbrio da vida.