Resumo : VÍDEO “A PNH como um modo de fazer: desafios para a humanização do SUS. Conferência Eduardo Passos”

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Olá, bom dia!

Meu nome é Nívia, sou psicóloga residente em saúde do adulto e do idoso no Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas – HUPAA/UFAL. A residência multiprofissional dessa intituição é composta por cinco categorias profissionais: Psicologia, Nutrição, Serviço Social, Farmácia e Enfermagem.  Temos como desafio trabalhar interdisciplinarmente na construção da integralidada da saúde nos nossos cenário de práticas no hospital e na atenção básica, e o Vídeo – Humanização do SUS: http://www.redehumanizasus.net/93980-a-pnh-como-um-modo-de-fazer-desafios-para-a-humanizacao-do-sus-conferencia-eduardo-passos me provocou reflexões sobre nossas práticas, e o quanto é desafiador fazer um trabalho humanizado, mas conseguir esse feito nos faz trabalhar em grupo, ouvir e ser ouvindo dentro de nossos processos de trabalho, e o fazer saúde pode ser potencializado quando compartilhado.

 

Compartilho com vocês o resumo que fiz do Vídeo!

No vídeo Eduardo Passos fala sobre desafios da equidade, humanismo e a produção de saúde em rede. Na sua fala ele apresenta a PNH como um modo de fazer e um modo de dizer sobre nosso sistema de saúde. Tendo como desafios gerir e gestar um processo de trabalho que possa ser criativo e grupal.

É destacada a juventude da Política e sua busca pela afirmação dentro do SUS. Discutiu-se o SUS como plano concreto, como conquista que se expressa na teoria e na concretude das suas práticas. E a PNH, no campo comunicacional (plano comum), que encontra sentido nos desdobramentos dos princípios do SUS. Afirmou-se que “o SUS não se sustenta como abstração e só se afirma por meio de mudanças nas práticas concretas, nos modos de fazer atenção, modos de fazer gestão dos processos de trabalho e nas práticas de saúde”. Colocou-se a seguinte pergunta: como garantir implantação do que está na lei? Através de experiências concretas, de sujeitos concretos. E que a PNH aponta para valorização de processos de mudanças, práticas concretas e os territórios existenciais.

A PNH é apontada como espaço de possibilidade de criação (ou visibilidade) de novas práticas, processos de subjetivação que garanta atuação de novos atores, possibilitando que surjam sujeitos protagonistas.  Discutiu-se que para a PNH não interessa demonizar as pessoas, as separando entre maus e bons humanos, ela também não apresenta uma proposta de idealização humana, mas vem falar positivamente, estimular processos de transformação de si e do outro, a partir das práticas concretas de sujeitos, apostando que somos capazes quando mobilizados coletivamente.

No vídeo se falou um pouco sobre saúde como direito de todos e dever do estado, e dos desafios que se colocam para se garantir esse direito a todos. Desafios como a universalidade do acesso; a Integralidade da atenção; e a equidade para legislar para todos, garantindo direitos de todos e de cada um, respeitando as minorias e diversidade nacional.

Eduardo Passos reforça a importância da participação social para que avancemos, ainda mais frente a um estado cada vez mais liberal e que é gestor do SUS. A PNH é uma política pública que reforça a ideia de um bem comum, e nos convoca a participar coletivamente nesse processo de criação e gestão da saúde.

Em seguida se falou sobre os  princípios metodológicos da PNH, princípios esses que falam do modo de fazer em sintonia com os princípios do SUS.  Os princípios do SUS falam como deve ser feito, e PNH diz como fazer.

O primeiro apresentado foi o principio da TRANSVERSALIDADE: que surge como proposta de alteração do modo de fazer comunicação, alterando o padrão vertical e sugerindo o embaralhamento dos diversos atores envolvidos, onde todos possam falar. Falou-se sobre lateralização dessa comunicação, método da roda, onde se quebra o padrão hegemônico, fazendo a palavra circular, e com ela a circulação do poder, que pode ser chamado também de cogestão.

O segundo princípio foi a INDISSOCIABILIDADE ENTRE ATENÇÃO E GESTÃO, E ENTRE CLÍNICA E POLÍTICA: a PNH busca transformação nos processo de trabalho. Ele fala que para haver gestão se faz necessário haver gestação, experimentalismo. Onde nesse plano comum toda a realidade se comunica, sem um centro, mas como uma rede que têm vários nós e permite a conectividade.  Assim podemos falar de rede de serviços no sistema de saúde; rede de trabalhadores, através das equipes multiprofissionais; e rede social, dos usuários e trabalhadores envolvidos.

Essa perspectiva requer uma dinâmica social, requer participação, nos convocando a sermos sujeitos nesse processo e participantes de uma gestão coletiva, seja ela formal ou informal. Não se ter um centro nos fala sobre a importância de se investir na produção de interação, sendo necessário se fazer mapeamento, e dando visibilidade a esse sujeito plural/coletivo para se responder aos desafios colocados nas nossas realidades dentro do SUS. Ele fala ainda que a PNH é um processo sempre inacabado, e que não quer ser cristalizada dentro das instituições, mas passível de permanente transformação.

Ele aponta quatro desafios para PNH: Metolológico – demandas práticas de saúde; criar espaços coletivos, formar, apoiar… Complexidade – transformar o cotidiano nos cenários de saúde; mudar indicadores de saúde; alterar modos de processos de trabalho para então refletir nos modos de cuidar… Político – começa falando da indisssociabilidade entre produção de saúde e produção de subjetividade. Fala sobre o desafio de se articular duas dimensões políticas a macropolítica: MS, Secretarias estaduais e municipais, policlínicas, hospitais, postos de saúde; e a micropolítica: mudanças subjetivas daqueles que fazem a política acontecer. Diz que essas duas formas de política tem tempos diferentes de acontecer, a primeira mais rápido e a segunda mais lenta, e a PNH precisa saber ir se colocando entre elas… e o ultimo desafio foi a Dissolvência –  a PNH como política pública e não um programa. Política de governo, que requer mudanças de processos dos atores envolvidos (usuários, trabalhadores, gestores). Circulação da palavra, criação de coletivos; que a PNH aparece nas práticas concretas dos sujeitos de saúde para além da gestão do estado. PNH como formadora e apoiadora das intervenções.

O vídeo apresentou-me uma riqueza de informações, que me permitiram pensar minhas práticas enquanto profissional de saúde, parte de uma equipe multiprofissional. O quanto é desafiador as mudanças em nossos processos de trabalho, e o quanto se faz necessário para melhorar/mudar nossos modos de cuidar.

Vamos conversar sobre isso?!

abraSUS!