Acolhimento Humanizado para Mulheres e Gestantes

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Resenha do Artigo: Atenção Materna e Infantil e Marcadores Socioculturais.

Autoras do Artigo: Dora Lúcia L. C. de Oliveira, Denise Antunes de Azambuja Zocche, Ana Lucia de Lourenzi Bonilha e Lilian Cordova do Espírito Santo.

Resenha: Acolhimento Humanizado para Mulheres e Gestantes.

Autoras da resenha: Danielle Debus Flores Costa e Pâmela Ramos Martins.

Caderno HumanizaSUS, Humanização do Parto e Nascimento, volume 4.

 

  O texto tem como foco principal abranger um novo olhar para a saúde e vulnerabilidade das mulheres no ciclo gravídico puerperal. Trazendo as mulheres que se encontram em situações precárias socioeconômicas, que não conseguem ter acesso aos serviços de saúde de qualidade, as quais possuem baixo nível de escolaridade, e estão mais expostas e vulneráveis por não possuírem recursos adequados para se proteger de vários fatores, como: uma gravidez indesejada, um aborto, violência sexual e as doenças sexualmente transmissíveis.

Um fator importante que influencia significativamente na saúde das mulheres, é a questão relacionada ao gênero, uma construção social relacionada a anátomo-fisiológica do homem e mulher. A partir desta questão o Ministério da Saúde vem implantando ações dirigidas a saúde das mulheres, em especial as mais vulneráveis.

Ações como:

·         Humanização do Parto e Nascimento.

·         Assistência Humanizada ao Abortamento

·         Programa de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis.

·         Controle do Câncer Cervico e Uterino e o de Mama.

·         Atenção Integral para Mulheres e Adolescentes em Situações de Violências Domésticas e Sexual.

·         Atenção à Mulher no Climatério e Menopausa.

A partir dos resultados das ações propostas, foi possível perceber uma redução das taxas de mortalidade feminina, voltadas para maternidades e outros fatores. Porém o Ministério da Saúde ainda deixa a desejar em muitos fatores da saúde e da qualidade de vida das mulheres de baixa renda.

Observamos que a maioria das mulheres ainda não possuem um acompanhamento adequado durante a gestação (pré-natal), por mais que o Sistema Único de Saúde Brasileiro (SUS), ofereça um acolhimento voltado tanto para as mulheres como para as gestantes, a demanda cresce cada vez mais, e assim, os profissionais da saúde não conseguem dar conta com os poucos recursos disponíveis.

O pré-natal é de extrema importância, tanto para a gestante como para seu bebê, é nesse momento que o profissional da saúde vai aplicar todos os exames necessários para prevenir ou para começar os tratamentos das doenças. Também é considerado um período de ajudar a mulher tanto fisicamente quanto psicologicamente, o lado emocional também merece uma atenção. Gerar um filho traz inúmeras mudanças, gera muitas novidades, contar com o apoio de um profissional especializado faz toda a diferença nessa fase.

A maioria das gestantes de baixo nível de escolaridade, chegam ao acolhimento já apresentando algum tipo de doença sexualmente transmissível, por motivos de desigualdades de poder de gênero, as mulheres ficam vulneráveis perante seus parceiros e assim acabam não se prevenindo como devem, sendo assim deve ser ministrado tratamento tanto para a gestante como para seu parceiro, mesmo que na maioria das vezes o parceiro não recebe nenhum tipo de tratamento.

É imprescindível que haja estrutura nas unidades para atender seus usuários, para que não interfira nos tratamentos e programas realizados, e também para que não coloquem em risco os pacientes que são assistidos no ambiente, e assim dar continuidade ao vínculo com os serviços de atenção especializado. Pois assim percebemos que durante o período da gestação a mulher e seu parceiro podem ser inseridos em ações educativas que visem ajuda-los, como grupo de gestantes e reuniões, para proporcionar mais segurança e conforto à gestante e seu bebê.