Minha história de afeto com a Rede HumanizaSUS nestes 10 anos de existência da Rede!

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Na publicação de celebração dos 10 anos de existência da RHS, Patrícia Silva Convida a todos a contar como tem sido sua relação com esta rede colaborativa em favor da humanização no SUS. http://redehumanizasus.net/nossa-rhs-ja-completa-10-anos  Então, trago cá a minha história.

O meu primeiro contato com a Rede HumanizaSUS foi em 2008, na Mostra Interativa  HumanizaSUS, em Teresina, onde havia um espaço com computadores para acesso e conhecimento da Rede. Lá fui convidada pela Annatália Gomes, ex consultora da PNH para o estado do Piaui, para me cadastrar e produzir um post sobre a mostra. Aceitei o desafio e assim publiquei o meu primeiro post na Rede. http://redehumanizasus.net/4185-mostra-interativa-humanizasus Foi um caso de amor à primeira vista com a rede.  A partir daí, movida pelo desejo de conhecer os modos diferentes de produzir saúde relatados pelos profissionais, passei a acessar a rede cada vez mais, e assim produzi minha segunda  postagem trazendo a iniciativa  “Rede no Berço: Acolhendo as diferenças culturais.” Uma experiência implementada no HILP, de acolhimento às crianças que tem a cultura de dormir na rede, sobretudo às indígenas. http://redehumanizasus.net/4189-rede-no-berco-acolhendo-as-diferencas-culturais E qual não foi a minha surpresa com as potentes conexões tecidas pela postagem. Esse foi talvez um dos posts que mais disparou comentários de ícones da PNH como Eduardo Passos, Ana Heckert, Claudia Abbês, Ricardo Teixeira, dentre outras estrelas PNHseanas, que eu tive o prazer de tê-las como apoiadores pedagógico no Curso de Formação de Apoiadores da PNH realizado em 2006 em Brasília. A visita dos profissionais no meu post potencializou a minha inspiração para seguir postando, comentando, conhecendo os conteúdos compartilhados, as experiências exitosas do SUS implementadas pelo país afora. E assim fui construindo uma relação cada vez mais afetiva e colaborativa com a RHS, até que em 2011 fui convidada para integrar o coletivo de editores da Rede. Fazer parte desse coletivo foi uma das experiências mais gratificantes nessa trajetória de participação na rede. Um trabalho curatorial ajudando as pessoas a brilharem mais nas suas publicações.

Estudos tem mostrado que a RHS tem uma potência singular, ajuda a ressignificar as práticas de saúde,  a transformar as rotinas institucionais. É um lugar onde a produção de saúde acontece de forma diferente.

De  acordo  com  a  pesquisadora  Lilian  Weber  no  seu  estudo  sobre  a  RHS  realizado  em 2012, http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/produzir_nos_ponto_com.pdf  “A RHS aumenta a potência para fazer dar certo à medida que coloca pessoas em contato com práticas exitosas, produzindo contágio, inspiração para experimentações” E foi assim que fomos contagiados para produzir mudanças no modo de gerir os processos de trabalho no HILP, hospital onde trabalho. Em 2012, através da Rede, conheci a iniciativa de gestão colegiada do Hospital Giselda Trigueiro de Natal-RN http://redehumanizasus.net/6879-o-desafio-de-uma-gestao-participativa-na-rede-hospitalar-publica-do-rn-a-experiencia-do-giselda-trigueiro/ Uma experiência exitosa de cogestão e gestão participativa compartilhada na Rede, que inspirou o nosso coletivo a experimentá-la no Hospital, disparando a implantação do Colegiado Gestor do HILP, como mostra a narrativa deste post. http://redehumanizasus.net/12898-gestao-colegiada-no-hilp/

A iniciativa inspirou trabalhadores e gestores de outras unidades de saúde do Piauí e se multiplicou em novas iniciativas, colaborando na transformação dos modos de gestão dos principais hospitais da rede pública de saúde de Teresina.

As iniciativas e conteúdos compartilhados e debatidos aqui tem nos ajudado a rever os nossos conceitos sobre o cuidado e a gestão em saúde, nos remetendo a reinvenções de novos modos de fazer no âmbito do SUS.

E viva a Rede HumanizaSUS!