TRABALHO EM GRUPOS E/OU CONSULTA COLETIVA – ESF VILA MARCONDES – PRESIDENTE PRUDENTE – SP.

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A consulta ou atendimento coletivo consiste em reunir um pequeno número de clientes devidamente classificados e elegíveis ao grupo/trabalho que se destina a realizar. Os grupos podem ser destinados a varias faixas etárias desde á neonatos á idades mais avançadas independente se são portadores de doenças crônicas ou não, este grupo por sua vez pode se usar métodos e orientações de cunho profiláticos contribuindo para a qualidade de vida e redução de números dos agravantes que o “não controle” traz. Aos grupos coletivos permite a abordagem clínica, incluindo anamnese, medidas antropométricas, aferição de pressão arterial e de glicemia capilar, avaliação de resultado de exames, entre outras atividades. Todos os usuários participam e podem se manifestar durante toda a consulta. Tendo o sensato cuidado da não exposição dos usuários sujeitos a avaliação, e qualquer profissional ou ate mesmo o cliente deve mediar/manifestar-se sempre que alguma intervenção possa ser prejudicial a eles. Por que a unidade ESF VILA MARCONDES e todas as outras do nosso municipio apresenta grandes êxitos ao atendimento coletivo? Destaco, entre inúmeras razões: O entendimento e compreensão : os clientes aprendem muito mais e melhor com a troca de experiências com os colegas presentes em uma ação cinemática e/ou contexto manipulado/guiado por um profissional do que com a fala exclusiva de um membro apenas. Experiências comprovam que também muitos participantes reconhecem que possuem as mesmas necessidades, sendo assim a equipe tem a oportunidade de trabalhar essas questões em grupo em vez de realizá-las individualmente, dando espaço e liberdade para que frequentemente os próprios usuários apontem aspectos muito úteis uns aos outros, sendo por relato de experiência com sua condição ou pela experiência de outros seguimentos que tem ou tiveram acesso e também pelas semelhantes experiências de vida. Os cliente que participam dos grupos com atendimento coletivo relatam que se relacionam melhor, sentem-se melhores sabendo que não são as únicas a apresentarem determinadas condição de saúde, relacionam-se com pessoas como elas, adquirem e trocam conhecimentos, têm oportunidade de levantar questões sem censuras, relatam que gostam da companhia dos profissionais e colegas do grupo. E as evidências apontam de que o atendimento e os grupos tem impacto positivo na qualidade da atenção e nos resultados em saúde, em sua maioria a satisfação dos usuários devido à presença determinada de acordo com sua classificação evitando agendamentos e o método “gessado” de consultório, tendo assim oportunidades de ter acesso a muitos outros profissionais e ate mesmo especialistas. Contribui no melhor uso dos recursos e na melhoria da qualidade de vida. Os grupos e as consultas coletivas/compartilhadas são mais simples, tanto nos aspectos organizativos e metodológicos como nos aspectos comportamentais simples, como os citados acima. Defendo e acredito na sua eficácia porem a consulta coletiva/compartilhada não substitui a consulta individual. Sobre as consultas de vários profissionais (multiprofissional) em inúmeros momentos temos as ações do NASF “dentro do grupo” e/ou logo em sequência. As doenças crônicas são complexas, e varias co-morbidades são determinantes de multifatores relacionados a hábitos de vida, hereditariedade, sub notificações e omissão do próprio cliente, e frequentemente, observamos isso associados a problemas de saúde mental. De certa forma e grande importância, se faz necessário esforço coordenado pelo ENFERMEIRO e atuado por uma equipe multidisciplinar para que haja assistência integral, que por vezes reúna-se na confecção do Plano Terapêutico Singular baseado no diagnostico intrínseco e situacional (ate mesmo ambiental). Na consulta sequencial, sempre é feito um agendamento para um mesmo horário na Unidade de Saúde e em sequência, com diversos profissionais (médicos/enfermeiros, auxiliares de enfermagem, nutricionista, farmacêutico e profissionais do NASF conforme necessidades). Enquanto alguns estão realizando as consultas, os demais estão reunidos com outro integrante da equipe de Saúde, que coordena atividades de grupo. Essas ações diminuem o tempo do usuário na unidade, as esperas, temos resolutividade fácil em inúmeros aspectos. Facilita também o contato/ conversa dos mesmos com vários profissionais, define papéis dos profissionais envolvidos e temos retornos positivos entre os profissionais em relação às suas competências de núcleo e de campo. Ressalvo que nenhuma dessas opções substitui uma consulta individual quando for necessária, mas nossa equipe (especifica da ESF onde atuo) relatam que, ao mesmo tempo em que observam melhores resultados em saúde, as consultas individuais passam a ser muito mais rápidas. Referencias: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_pessoa_doenca_cronica_cab35.pdf / 6.5.5.6 Consulta coletiva: um tipo especial de grupo nas condições crônicas. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes%20_cuidado_pessoas%20_doencas_cronicas.pdf