1º DE OUTUBRO – DIA DAS PESSOAS IDOSAS – Viver é um grande poema, e toda idade tem seu verso.

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Viver é um grande poema, e toda idade tem seu verso.

Um cordel sobre memória, alegria, trabalho, afeto, respeito, inclusão e dignidade.

 

I – VIDA QUE ENSINA
A pessoa idosa é história viva,
é raiz, memória e ensinamento;
carrega no olhar a força da luta
e no coração, muito sentimento.
Viu o mundo se transformar,
aprendeu a cair e levantar,
e fez da experiência um fundamento.

II – ALEGRIAS DA CAMINHADA
Há alegrias que o tempo não leva,
como o amor da família e dos amigos,
os encontros, os netos, as conversas,
os abraços que vencem antigos perigos.
Há prazer em recomeçar,
em viajar, sorrir e sonhar,
e descobrir novos caminhos e abrigos.

 

III – PRECONCEITOS QUE FEREM
Mas nem tudo são flores na estrada:
ainda existe preconceito dentro do lar,
quando alguém diz que a pessoa idosa
já não serve, já não pode participar.
Há quem trate como peso ou incapaz,
como se envelhecer tirasse a paz,
a vontade e o direito de escolher e sonhar.
Idadismo também fere em silêncio:
na piada, no desprezo e na exclusão.
Pessoa idosa tem desejo, opinião,
tem projeto, autonomia e decisão.
Respeitar sua voz e sua história
é reconhecer sua dignidade e memória.

IV – CAPACITAÇÃO NO TRABALHO
Muitos ainda querem e podem trabalhar,
mostrar seus talentos e sua experiência,
mas encontram portas fechadas
pela idade, pelo preconceito e pela impaciência.
Capacitar é abrir oportunidade,é renovar saberes com dignidade,
é reconhecer que aprender não perde a validade.
Tecnologia também pode ser ensinada,
sem vergonha, pressa ou humilhação.
Quem aprende continua participando,
fortalece autonomia e inclusão.
No trabalho, público ou privado,
ninguém deve ser descartado
por ter cabelos marcados pelo tempo e pela ação.

V – SOLIDÃO E MEDO
Há dias de solidão, mesmo em multidão,
quando faltam visitas, afeto e companhia.
O silêncio de uma casa vazia
pode pesar mais que a própria noite fria.
Existe o medo da doença e da violência,
de cair, de depender, de perder a autonomia,
de não ser lembrado quando chegar o novo dia.
Por isso, escutar é também cuidar;
estar presente é uma forma de acolher.
Às vezes, uma conversa demorada
é o que ajuda alguém a não se perder.
Afeto não custa caro nem ocupa espaço:
é presença, respeito, abraço,
e vontade verdadeira de compreender.

VI – EXCLUSÃO NOS SERVIÇOS
E quando precisa de um serviço,
seja público, privado, autônomo ou em casa,
a pessoa idosa merece ser atendida
com respeito, acessibilidade e gentileza.
Na saúde, no banco, no transporte,
no comércio, na internet e onde mais for,
não deve encontrar barreira, desprezo ou desamor.
Fila que não avança, informação que não chega,
atendimento frio, linguagem complicada,
tecnologia sem apoio e porta inacessíveltambém podem deixar uma pessoa isolada.
Incluir é facilitar o caminho,
oferecer atenção e cuidado com carinho,
para que ninguém fique para trás na jornada.

VII – UM NOVO OLHAR
É tempo de mudar essa história:
respeito, inclusão e acessibilidade
não são favor, luxo ou gentileza;
são caminhos para viver com dignidade.
A pessoa idosa precisa de escuta,
de políticas, cuidado e proteção,
mas também de espaço para escolher,
participar, trabalhar e tomar decisão.
Valorizar a pessoa idosa
é valorizar nossa própria história.
Porque um dia todos poderemos envelhecer,
e aquilo que plantarmos no presente
será parte da nossa própria memória.

VIII – CONCLUSÃO
Que o primeiro de outubro seja mais
que uma data no calendário.
Que seja chamado à consciência,
ao cuidado solidário e necessário.
Que família, trabalho e sociedade
aprendam a reconhecer dignidade
em cada rosto, em cada aniversário.
A pessoa idosa não é um peso:
é tesouro de vida e de experiência.
Não queremos pena nem silêncio,
queremos respeito, voz e presença.
Que haja lugar para amar, aprender,
trabalhar, conviver e escolher —
porque envelhecer também é potência.
Respeito não envelhece.
Ele humaniza!

Mensagem final
Que ninguém seja invisível por causa da idade. Que a experiência seja
reconhecida, a voz seja ouvida e o cuidado esteja presente em todos os espaços da
vida.
Jaidy Oliver — 02 de outubro de 2026