O papel do Facilitador do Curso Médico no combate à Dengue em um município do interior de SP.

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O papel do Facilitador do Curso Médico no combate à Dengue em um município do interior de SP.

A dengue, doença transmitida pela picada do mosquito do gênero Aedes, é uma doença viral causada por um arbovírus. Dentre seus sintomas, podemos citar a febre, as dores pelo corpo e as manchas vermelhas na pele das pessoas acometidas.
Nós, Facilitadoras do Programa de Aproximação Progressiva à Prática (PAPP) da Faculdade de Medicina da Universidade do Oeste Paulista (FAMEPP/UNOESTE) somos estimuladas, nas Reuniões de Educação Permanente, com a Coordenação do Programa, a estimular os futuros médicos para podermos implementar uma vigilância ativa no território da Estratégia Saúde da Família (ESF), na qual os acadêmicos são inseridos como membros das Equipes Interprofissionais, em 07 Bairros distintos, em Presidente Prudente, SP. Nós docentes, utilizamos Metodologias Ativas como a Problematização, estimulando os futuros médicos a criarem Planos de Ação nas áreas adscritas às ESFs.
Especificamente, no Plano de Ação “Todos Contra a Dengue”, desenvolvido nos bairros de Presidente Prudente, campanha realizada com a Secretária Municipal de Saúde, acadêmicos realizaram visitas para realização do “Empowerment Comunitário”, nos domicílios do Bairro, sob supervisão docente. O “empowerment social ou comunitário” procura dar destaque à ideia da saúde como um processo, que resulta de lutas de coletivos sociais pelos seus direitos. Esse “empowerment” não nega o aspecto psicológico, mas busca salientar a importância das pessoas enfrentarem as causas da “iniquidade social”. As iniquidades sociais podem ser entendidas como: as condições de existência, nas quais existe um acesso desigual, ou o “não acesso”, aos direitos humanos que garantem um “status mínimo de dignidade humana”.
Após as Visitas, utilizei o Arco de Maguerez, para estimular “Reflexão-na-Ação”.
Estudantes consideraram que as Ações de Vigilância Contra a Dengue contam com quatro componentes fundamentais: a notificação, a busca ativa associada à investigação de casos; a vigilância laboratorial; a vigilância das formas clínicas; e a vigilância entomológica.
Complementei, como Facilitadora, explicando que a grande parte dos criadouros infestados ou potenciais, podem ser encontrados no interior dos domicílios. Dessa maneira, as atividades de “educação em saúde” têm cada vez mais responsabilidades, sendo necessário envolver a população para a eliminação dos criadouros, além de esclarecer sobre a dengue e sua etiologia.
Estudantes consideraram nas discussões, após a realização do Plano de Ação, que a prevenção é a única forma de evitarmos a doença. Dessa maneira, a conscientização por meio de trabalhos educativos, é muito importante para o combate ao mosquito transmissor e também dos criadouros. É essencial que os cidadãos, os Agentes Comunitários e toda e Equipe Interprofissional da ESF, possam conhecer os sintomas da doença e a forma de agir, quando houver suspeita de contaminação.
Acadêmicos também ressaltaram que é muito importante que os profissionais de saúde possam alertar a população de que as ações devem ser coletivas. Dessa maneira todos devem agir; Incentivar a procura das Unidades de Saúde, quando houver suspeita da doença. Os cidadãos devem ser sensibilizados e conscientizados sobre a necessidade de mudar suas atitudes para minimizar os efeitos da epidemia da doença na nossa comunidade.
Expliquei, nas discussões com os acadêmicos, que as ações educativas em saúde podem ser consideradas uma ferramenta de suporte, para acolhermos o usuário SUS e os acompanhantes. Todos devem ser envolvidos nos processos de recuperação do bem-estar, biopsicossocial dos usuários do SUS. Concordamos que, mesmo fora dos muros da ESF ou da UNOESTE, o efeito educativo vai alcançando diferentes espaços, nas comunidades localizadas nas áreas adscritas às Unidades de Saúde.
Os participantes consideraram como positiva a ação de Educação em Saúde, realizada no território ligado à ESF, na Rede Regionalizada de Atenção à Saúde da Alta Sorocabana, no interior de SP.

Referência:
Dengue. Ministério da Saúde.
Disponível em:
https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dengue&ved=2ahUKEwjGh5uLjNL-AhXCLrkGHXubBzkQFnoECBIQAQ&usg=AOvVaw0syVFtNBPtXx-xGxtNQSLa
Acesso em 26 04 2023, às 16h.