Perguntades: O Jogo

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Perguntades é um jogo de competição educativo entre duas equipes sobre os conhecimentos acerca das vivências LGBTQIAP+, com ênfase na população trans e não-binária.

Este material foi produzido por estudantes de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), como parte do Programa 1 do Núcleo de Saúde: A Psicologia e a Saúde – Pressupostos para o trabalho do psicólogo na Saúde, ministrado pela professora Maria Cecília Roth e pela professora Ruth Gelehrter da Costa Lopes.

Objetivo: O jogo foi criado com o intuito de promover a educação dentro de fora de grupos LGBTQIAP+, podendo ser utilizado também com os profissionais da saúde.

Justificativa: O jogo foi idealizado a partir das experiências de estágio que as alunas tiveram ao longo do segundo semestre de 2022. O estágio se deu através da PUC-SP, em parceria com a ONG Espaço Urbano. Ele ocorreu no Centro de Cidadania LGBTI (CCLGBTI) Luana Barbosa dos Reis, que é um espaço de convivência e de acolhida para a população LGBTI. Lá, o maior público costuma ser a população de homens e mulheres trans em situação de vulnerabilidade. Assim, durante o período de estágio, foram realizadas intervenções em grupo com essa população. Através dessas intervenções, percebeu-se o descontentamento, por parte dos homens e mulheres trans, com a maneira que eles e elas eram tratados e tratadas em diversos equipamentos que iam quando precisavam de algum serviço. Nessas queixas, estavam inclusos alguns equipamentos de saúde. Também percebeu-se que ainda havia pouco conhecimento, por parte da população trans usuária do CCLGBTI, no tocante a informações que dizem respeito especificamente à população trans. Assim, por meio desse jogo, busca-se conscientizar es participantes a respeito da saúde e de meios de garantir a cidadania da população trans.

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REGRAS DO JOGO

Número de participantes: Mínimo de 4 jogadores.

Materiais:

  • Um tabuleiro contendo dois caminhos;
  • Dois peões (ou algo para marcar a posição no tabuleiro);
  • Cronômetro (ou algo para marcar o tempo);
  • 20 cartas de perguntas no modelo “Verdadeiro ou Falso”;
  • 15 cartas de perguntas no modelo de “Alternativas”.

Como jogar:

  • As pessoas presentes se dividem em duas duplas ou duas equipes, a depender do número de participantes;
  • As cartas de perguntas são separadas em dois montes: em um deles devem ficar todas as cartas de modelo “Verdadeiro ou Falso” e, no outro, todas as cartas de modelo “Alternativas”;
  • As cartas devem ficar com o lado que contém as perguntas virado para baixo;
  • Os peões são colocados fora do tabuleiro, de frente para a primeira casa;
  • Uma vez preparado o jogo, a primeira equipe a jogar deverá escolher um de seus jogares para ler a primeira carta. A equipe também deverá escolher um dos dois montes para retirar essa primeira carta;
  • O jogador escolhido deverá retirar uma carta do monte escolhido e lê-la para sua equipe. O jogador que responsável por ler a carta não poderá responder nem dar dicas à sua equipe;
  • Uma vez lida a pergunta, o restante da equipe deve tentar, em conjunto, responder corretamente a pergunta dentro do tempo de 30 segundos;
  • Caso a equipe acerte, seu peão avança 1 casa. Caso erre, seu peão permanece no mesmo lugar;
  • A equipe vencedora será aquela que chegar primeiro na última casa do tabuleiro;
  • Cada casa do tabuleiro possui símbolos que indicam regras adicionais a serem seguidas. É possível que uma das equipes corra o risco de transferir para a adversária sua chance de andar 1 casa; ou que uma das equipes deva, obrigatoriamente, responder a uma pergunta de Verdadeiro ou Falso; ou ainda que uma das equipes deva, obrigatoriamente, responder a uma pergunta de de Alternativa.

 

Neste arquivo em PDF: Perguntades, você encontrará mais informações e os materiais para imprimir.

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Realização: Flávia Rocha Banyan de Oliveira, Gabriela Sousa Braga, Lorena Ribeiro Novais Silva, Natália Mosena Gollo, Nathalie Dagli Hernandez, Leo Carneiro Defaver e Luiza Vasconcellos.

Orientação: Profa. Dra. Maria Cecília Roth e Profa. Dra. Ruth Gelehrter da Costa Lopes.

Ano: 2022.

 

REFERÊNCIAS:

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (Brasília – DF). Resolução nº 2.265/2019, de 09 de janeiro de 2019. Dispõe sobre o cuidado específico à pessoa com incongruência de gênero ou transgênero e revoga a Resolução CFM nº 1.955/2010. Brasília, 2019. Disponível em: https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2019/2265. Acesso em: 20 nov. 2022.

HOSPITAL OSWALDO CRUZ. Osteopenia: Se não tratada, pode levar à osteoporose. Hospital Oswaldo Cruz, [s. l.], 29 mar. 2017. Disponível em: https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/imprensa/noticias/osteopenia-se-nao-tratada-pode-levar-osteoporose/. Acesso em: 20 nov. 2022.

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO. Comitê Técnico de Saúde Integral LGBTI. Protocolo para o atendimento de pessoas transexuais e travestis no município de São Paulo. [s. l.], jul. 2020. 133 p. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/Protocolo_Saude_de_Transexuais_e_Travestis_SMS_Sao_Paulo_3_de_Julho_2020.pdf. Acesso em: 20 nov. 2022.

SPIZZIRRI, Giancarlo et al. Proportion of people identified as transgender and non‐binary gender in Brazil. Scientific Reports, [s. l.], p. 1-7, 2021. DOI https://doi.org/10.1038/s41598-021-81411-4. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41598-021-81411-4#citeas. Acesso em: 20 nov. 2022.