Projeto Nutrição Leve e Alegre ( Ação realizada com a equipe do Distrito Sanitário de Pau da Lima – Salvador-BA)

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Sobre a proposta da ação…

Atualmente os temas nutrição e alimentação estão em pauta nas rodas de bate papo e em todas as redes sociais,
com o acesso livre a estas informações através de diversos veículos, as falas sobre o assunto estão cada vez mais frequentes, a ciência por sua vez também está em uma constante busca por explicar várias questões ao consumo de diversos alimentos, e o impacto na saúde e o controle do peso.
Mesmo com tantas informações e modelos que prometem resolver a vida das pessoas que estão fora do padrão massificado de eutrofia, nunca foi tão alto os números de pessoas que perdem a saúde tentando encontrar-la, bem como a persistência da visão restrita e dicotômica do “saudável” e “não saudável”, dos alimentos “bons”  e  “ruins”, onde o prazer de comer é associado a culpa, e restrição.

Pensando nestas questões, buscamos como base estruturante para proposta deste trabalho, as abordagens da Nutrição Comportamental, Educação Nutricional, os modos de orgânicos e intuitivos de comer, padronização de imagem e auto imagem corporal,  Com intuito de sensibilizar o individuo a ampliar sua visão para além de uma nutrição restritiva, culpabilizadora, elitizada, baseada em modismos e padrões, que tem a saúde como justificativa para adoção de condutas radicais e excludentes, que tem como foco principal a imagem.
Estudos e pesquisas têm evidenciado que este contexto não promove a mudança de comportamento e não torna as pessoas mais saudáveis – pelo contrário, os índices de doenças crônicas não transmissíveis, transtornos alimentares e obesidade não param de crescer.

 

O objetivo…

Incentivar os profissionais de saúde, e a população em geral,  a discutir, entender e pensar na nutrição como potencia benigna e promotora de saúde integral,
Foi realizada intervenções na sala de reuniões para que a proposta fosse gentilmente acolhida, utilizamos imagens para impulsionar as reflexões sobre: o comer e suas múltiplas questões, imagem pessoal, você tem fome de quê, modismos alimentares, corpo, desejos e necessidades, e deixamos os participantes livres para colocarem suas demandas pessoais, quelando todo brainstorming proporcionado pela roda de dialogo com um exercício meditativo, depois de finalizar a experiencia foi aplicado um questionário individual para saber o impacto da vivencia, e foi muito enriquecedor para todos os envolvidos…

 

Conclusão…

Percebemos o quanto é importante trabalhar a base de profissionais, com um olhar sensível aos seus processos, acolhendo de forma amorosa as suas inquietações, para levantar questões coletivas que precisam de uma capacidade que vai muito além dos protocolos e programas, dar voz e provocar discussões que ampliam a forma de pensar sobre assuntos tão comuns, faz com que o seu olhar para si, e para o outro seja mais refinado, livre de pré julgamentos e das banalizações do sentir, bem como muito mais afetivo e efetivo, sob o ponto de vista em ser um agente fundamental nos processos de promoção a saúde.

Apenas se sentindo cuidado, e tendo suas próprias perguntas  respondidas de forma digna e efetiva, o cuidador será um excelente multiplicador da proposta de saúde integral.

Toda gratidão aos membros das equipes do Distrito Sanitário de Pau da Lima, que nos receberam com toda gentileza, e em especial a  Nut. Distrital Rita Alcântara por todo aprendizado e acolhimento e a Profa. Cláudia Montal pelo incentivo fundamental e as minhas amigas, as  Nut. Adriana Braga e Nut. Paloma Mota, que com toda generosidade e delicadeza aceitaram o desafio proposto, e foram forças fundamentais para todo processo. Juntas até o fim.

“Os alimentos” concentram em si uma infinidade de sistemas e energias que,  vão muito além da nossa limitada visão quantitativa e qualitativa sobre ele, assim como “o comer”, que é cultural, social, espiritual, emocional, sensual, amoroso, orgânico e livre em sua essência natural,  isso vai muito além das boas práticas da alimentação e nutrição.