Retornando ao fluxo da correnteza virtual.

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Bom dia humanizadores das correntezas virtuais e das ilhas reais de nossa existência.

Passei alguns dias fora do ar , desconectada desse mundo virtual que possui potência e efeitos reais.Ainda estou tentando ajustar  a rotina aos novos caminhos sulcados pelo rio da vida… Quando a primavera (setembro) chegar ,tenho certeza que encontrarei os jardins floridos.(pelo menos é isso que nutro em meu canteiro de esperança)
Reencontro a rede em intensa atividade. Levarei alguns dias para ler todas as mensagens.
Concordo que a reação respeitosa de alguns  participantes aos problemas de ordem técnica que têm ocorrido no acesso ao sistema da RHS revelam a valorização e a credibilidade desta rede, além da importância dessa forma de comunicação na vida das pessoas. Encaro como uma demonstração de que a relação em rede promove encontros muito mais fortes do que imaginamos.
Quem está por aqui sabe que é fácil e prazeroso cair no vício da conexão. Não queremos nos desplugar. Em rede transpomos espaços além tempo e tempos além de espaços. Estamos juntos em ondulações de frequências variadas que repercutem em nossos modos de pensar, de agir, de resignificar.
O apoio em momentos difíceis, a soma de alegrias, o compartilhamento de descobertas, a degustação de momentos, de risos e de lágrimas, produz efeitos multiplicadores, efeitos polifônicos, efeitos desterritorializantes e reterritorializantes, nessa seara ‘geofilosófica’ que expandimos para o cotidiano de nossas práticas em saúde e nossos universos familiares.
Na rede somos avatares que se confundem com nossos avatares de realidade. Aqui podemos nos desnudar ou nos ocultar, lutar ou fugir, temer ou acreditar. Somos quem somos, quem gostaríamos de ser, quem pensam que somos e quem jamais seremos. Isso me faz lembrar da sabedoria oriental que recomenda ‘DEIXAR PASSAR’. Alegria e tristeza, decepções e glórias, vaidades e humildade, homenagens e perseguições também passam. Mas sinto que aquilo ao qual atribuimos algum sentido produz efeitos atemporais em nossas escolhas presentes e futuras. Ressurge em nossos atos , em nossa coragem para jogar tudo para o alto e recomeçar , em nossa coragem de abordar temas polêmicos como a morte, a privatização daquilo que é público, a micropolítica dos desejos, a implantação de novas experiências fora dos padrões pré-estabelecidos e tantas outras
Desejo à [email protected] aquilo que possa lhes proporcionar bem estar, dentro e fora da rede.
Saudações solares.  Rejane Guedes- Natal/RN
19/08/2010.