DESRESPEITO – IMAGEM DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO NA MÍDIA: A dialética de triunfar no cuidar, aonde a inspiração vem da fé e oste

13 votos

DESRESPEITO – IMAGEM DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO NA MÍDIA: A dialética de triunfar no cuidar, aonde a inspiração vem da fé e ostenta as controvérsias em destaque, expressando o que não condiz com a prática em sua  profissão

Por: Selma Domingos de oliveira
Colaboradores: José Aparecido de Oliveira   
Rosângela Soares Mega
RESUMO
A imagem de profissionais de saúde ou de uma profissão representada pela mídia é observada com freqüência na dramaturgia e ficção, demonstrando um interesse imenso destes e no seu cotidiano dentro de um hospital, mas transmite uma irrealidade na prática, por meio de imagens explícitas e pejorativas, enfocando a mulher objeto e sua volúpia, desvalorizando um grupo de profissionais, perpetuando sua invisibilidade perante sociedade e população, frisando o desconhecimento da categoria e de suas potencialidades, já que é uma prática fundamentada em conhecimento técnico científico e assegurada no Código de Ética.
INTRODUÇÃO
Do uso abusivo e pejorativo da imagem de uma profissão tão maravilhosa, e prejudicada ao longo de toda a sua história, hoje em destaque na mídia, expressa uma prática inadequada para o público. Florence Nightingale, a precursora da enfermagem, enfermeira britânica, pioneira do tratamento de feridos na Guerra conhecida como” A dama da Lâmpada”, por auxiliar na iluminação aos feridos durante a Guerra da Criméia. Nessa época, o conhecimento da enfermagem ainda era empírico, dogmático,porém exercido por prostitutas e irmãs de caridade. Florence contribuiu muito na transformação da arte de cuidar, o que levou a enfermagem a ficar próxima de como a conhecemos hoje: autônoma, científica e  essencial na prevenção e reabilitação de enfermos, além do legado de persistência, capacidade, e dedicação ao próximo. Nessa trajetória humana, mudança de século, vivemos um momento crítico, onde a humanidade grita pela ética, pelo respeito e moral do ser humano, pela valorização dos profissionais de saúde, já que a   desmoralização destes  na mídia é destaque. Demonstra um interesse intenso em expor estes. Na dramaturgia, enfoca um obscuro da profissão, perpetuando esterereotipos através de representações fetichizadas, desconstruindo teorias, práticas, conceitos, satirizando imagens explícitas, subservientes, pejorativas, incorporando na mulher como objeto de desejo sexual, problemática que fere o moral, a ética e os valores. Reproduzindo pela ficção o cotidiano de um hospital, o processo de trabalho, as experiências vivenciadas, os encontros e desencontros com a saúde-doença, partindo da vulgaridade dos protagonistas fictícios no cenário, onde ações, condutas da trama fere os preceitos éticos da profissão, projetando em mentes conceitos errôneos. Na verdade é visível o poder que a mídia tem em influenciar  pensamentos humanos, porém esquece de um detalhe, pode deixar marcas,além de simbolizar e rotular identidades depreciando o real significado inerente da profissão,  tornando esta irreconhecida. A enfermagem é uma profissão fundamentada na ciência, regulamentada e assegurada no Código de Ética. Desse contexto o desconhecimento da mídia sob a verdadeira ótica da prática do cuidado, o de lidar com vidas e sofrimento, merecem o perdão dos protagonistas do palco da vida, afinal somente os profissionais e seu sobrenatural conhece o seu cotidiano, afinal existem profissionais e profissionais. Deste cenário, algumas tramas narradas, lastimável, vexatórias do ponto de vista técnico,ético,pelo reforço do imaginário erótico da mulher,da profissional,mas que nesse momento grita pela” Dignidade e Moralização dos Heróis de Branco”. É visível a dicotomia entre a  política de saúde vigente,” O POP STARS  DO CUIDADO HUMANIZADO X CUIDADO DESUMANIZADO” incoerência  com a Portaria  Humaniza_SUS-PNHH.
Segundo Pessini & Barchifontaine (2000), a bioética foi definida por Potter como a ciência da sobrevivência humana’, para promover e defender a dignidade humana e a qualidade de vida, ultrapassando as fronteiras do homem para trabalhar o ambiente ecológico e cósmico. Nessa definição, segundo Fortes (1994, p.129), a bioética é eminentemente multidisciplinar e compreende “o estudo sistemático da conduta humana na área das ciências da vida e dos cuidados da saúde, na medida em que essa conduta é examinada à luz dos valores e princípios morais”. Segundo o autor, as discussões reflexões sobre o comportamento ético devem apresentar um enfoque com responsabilidade social e ampliação dos direitos da cidadania.
.A humanização no hospital significa tudo quanto seja necessária para tornar a instituição adequada à pessoa humana e a salvaguarda de seus diretos fundamentais. (Mezono, 1995, pág. 275).
Não somente a literatura, mas a mídia, constantemente divulga atitudes “desumanas” ao sujeito no contexto da saúde pública brasileira. O processo de implantação de ações humanizadas ainda caminha a passos lentos em virtude do modelo cartesiano, dicotômico, fragmentado e reducionista que ainda prevalece. O desejo de poder atingir um perfil interdisciplinar,ainda é difícil de ser uma realidade(Jaques,2003;de Marco , 2003; Hoga,2004; Barckes e Lunardi,2006).
A PNH propõe que o Acolhimento esteja presente em todos os momentos do processo de atenção e de gestão e que atinjam todos aqueles que participam na produção da saúde, voltando e seu olhar atencioso para os usuários e para os trabalhadores da saúde. O (PNHAH), Programa de Humanização da Assistência Hospitalar, pela Secretária da saúde do Ministério da saúde, com os objetivos de: Recuperar a imagem dos hospitais junto à comunidade;
Capacitar os profissionais dos hospitais para um conceito de atenção à saúde baseado na valorização da vida humana e da cidadania.

Uma das diretrizes do programa é o desenvolvimento técnico e emocional dos profissionais de saúde, de forma a aperfeiçoá-los para o atendimento ao usuário.

Art. 78 – Utilizar, de forma abusiva, o poder que lhe confere posição ou cargo, para impor ordens, opiniões, atentar contra o pudor, assediar sexual ou moralmente, inferiorizar pessoas ou dificultar o exercício profissional.
Art. 108 – Inserir imagens ou informações que possam identificar pessoas e instituições sem prévia autorização.

OBJETIVO:

Analisar o interesse da dramaturgia em expor profissionais de saúde na ficção, mostrando uma prática que não condiz com a profissão.

JUSTIFICATIVA
Vivemos num universo turbulento e crítico, porém sem discernimento de fatos sensíveis e delicados, com pessoas de consciência formada e  esclarecida. A liberdade de expressão verbal e visual deve ser norteada pela ética,  bioética, já que, está é a luz na prática de cuidar, da dignidade de lidar com vidas doentes, em sofrimento e com dor, partindo de um bem para chegar a um mal  partindo de uma classe de profissionais abençoados por Deus, referenciada pela beneficência de fazer o bem seguido de não maleficência, de onde a mídia transforma conceitos, teorias inadequadas através da dramaturgia, desmoralizando profissionais de enfermagem, e outros, que estão dispostos a cuidar sem limites.
REFLEXÃO
De fato a Constituição dá o direito irrestrito aos cidadãos de manifestarem sua opinião. Tanto que a liberdade de expressão é considerada um dos pilares de um regime democrático. Para o advogado Luís Francisco Filho, consultor jurídico da Folha de S.Paulo, a liberdade de expressão é absoluta, e não pode haver nenhuma censura ou restrição prévia a ela. “É natural que haja conflitos, mas a liberdade desaparece quando você começa a criar restrições”.
Se, por um lado, o direito de se manifestar é garantido, a responsabilidade pelo que é dito também é. Tanto que a Constituição, no artigo quinto, inciso quinto, diz que "é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou imagem”. É justamente esse dever de ter cuidado com o que se fala que o deputado Jean wyllys(OSOLRJ) faz questão de salientar. "Hoje vivemos em um Estado de Direito que preza pela liberdade e assegura como lei mutável. Só que as pessoas confundem liberdade com um suposto direito de prática de atos que atentam contra a honra de pessoas e grupos." Guilherme Sardas e Danubia Paraizo.
| O direito de resposta, por exemplo, geralmente se mostra ineficaz, já que “o impacto causado pela divulgação do fato ofensivo na mídia dificilmente abandona a mente do público, mesmo após os necessários esclarecimentos do ofendido”, conforme afirma ARENHART.
O direito à imagem diz respeito à prerrogativa que a própria pessoa possui sobre a projeção de sua personalidade, física ou moral, perante a sociedade. Sua vinculação à dignidade da pessoa humana é evidente, diante de sua importância na formação da personalidade dos sujeitos. Ovídio
“… Minha vida, digo, é uma imagem fiel da minha cara, e vice-versa”.
Machado de Assis
Temos conhecimento da função da mídia na democracia, na construção, desconstrução de algo, o entretenimento saudável é inerente à existência, porém não através de uma ficção irreverente, quando se pensam em profissionais de saúde, lidando com vidas. Selma Domingos de Oliveira

 

Na deselegância e no poder de influenciação da mídia, gritamos pela ética e moral das profissões, no geral com ênfase medicina e enfermagem. Selma Domingos de Oliveira
Nós Heróis de Branco somos corajosos, heróis, sensuais, elegantes ousados, eróticos, em momentos de total privacidade, mas a responsabilidade, a diligência no ambiente de saúde é imprenscídivel. Selma Domingos de Oliveira
REFERÊNCIAS
1. Filosofia do Direito – Ética e Moral
René Dellagnezze
https://www.ambito-juridico.com.br/. Php?N_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=1843
2.  Ética Profissional e Cidadania Organizacional Bassi Barbosa José J. Queiroz Julia Falivene Alves Centro Paula Souza GOVERNO DE SÃO PAULO
3. CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
https://novo.portalcofen.gov.br/
4. DIREITO À IMAGEM E DANO MORAL: REPARAÇÃO POR MEIO DE INDENIZAÇÃO PECUNIÁRIA. Revista de estudantes de direito da UNB, 7°Edição.
5. O poder da mídia e o direito à intimidade Eveline Lima de Castro 07/2002
BuscaLegis. Ccj. UFSC.BR
6. “Regulamentar a mídia é essencial para liberdade de expressão”, afirma Schroeder. https://www.sul21.com.br/jornal/2013/04/forum-da-igualdade-regulamentacao-da-midia-e-essencial-para-liberdade-de-expressao/
7. Origem: Wilkipédia, a enciclopédia livre.
Florence Nightingale
8. IMPRENSA discute como o Brasil tem tratado liberdade de imprensa e de expressão Guilherme Sardas e Danubia Paraizo 03/05/2013 – extra/58372/imprensa+investiga+como+o+Brasil+tem+tratado+liberdade+de+imprensa+e+de+expressão
9. https: //groups. google.com/forum/#!Topic/enfermeirosdaupe20082/ep8O6hDbJ8U
INDAGAÇÕES
Qual o impacto da dramaturgia na mente das pessoas e até que ponto pode ferir a imagem de profissional perante a sociedade?
Qual a intensidade que a dramaturgia pode desmoralizar uma profissão e ou um profissional de saúde?