Dia dos Namorados apoia tratamentos no Ophir Loyola. Reportagem publicada no Agência Pará

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Histórias de pacientes oncológicos, familiares e servidores reforçam a importância do apoio emocional e da humanização durante o tratamento contra o câncer.

Celebrado nesta sexta-feira (12), o Dia dos Namorados ganha um significado especial para pacientes, familiares e profissionais do Hospital Ophir Loyola (HOL). Entre as histórias que inspiram está a de Nonato Lima, de 62 anos, e Vilma Lima, casal que há 32 anos compartilha a vida, os desafios e a certeza de que o amor se fortalece nos momentos mais difíceis.

Companheirismo que fortalece

Durante o período de consultas, exames, cirurgias e sessões de radioterapia, Vilma permaneceu ao lado do marido. Para Nonato, a companheira é seu maior apoio.

“Ela nunca largou a minha mão. Foi um presente de Deus. Temos 32 anos juntos e nunca discutimos nem pensamos na possibilidade de nos separar. Sempre foi amor. Ela é a coisa que eu mais amo nesta vida”, afirmou.

Amor que ressignifica a vida

Aos 52 anos, Alzinei Simor, servidor do Hospital Ophir Loyola há mais de 25 anos, também é exemplo de companheirismo e dedicação. Em abril de 2025, sua esposa, Dalmira Simor, de 57 anos, que também integra o quadro de servidores da instituição, foi diagnosticada com câncer de mama. Desde então, o casal passou a conciliar a rotina de trabalho com o tratamento oncológico.

Juntos há 32 anos, eles construíram uma história que começou ainda nos tempos de faculdade. “Começamos nossa história quando ela estava concluindo o curso de Serviço Social e eu iniciando a graduação em Enfermagem. Namoramos, noivamos e nos casamos no dia 26 de junho, data do aniversário dela. Hoje temos três filhos e um neto”, relembrou.

Diante do diagnóstico, Alzinei afirma que o momento trouxe novas reflexões sobre a vida, a família e o relacionamento construído ao longo de mais de três décadas.

“Eu costumo dizer que não devemos perguntar o porquê, mas sim para quê. Para que possamos ressignificar muitas coisas, as questões materiais, a família, nossa convivência enquanto casal e construirmos nossa história para além de um futuro desconhecido e incerto. Essa experiência ensina a valorizar o agora e a presença um do outro”, destacou.

Humanização e cuidado integral

Para o diretor clínico do Hospital Ophir Loyola, Dr. Fábio Araújo, histórias como as de Nonato, Vilma, Alzinei e Dalmira reforçam a importância do cuidado humanizado durante o tratamento oncológico.

“Do ponto de vista da gestão e da diretoria, iniciativas de humanização como essa refletem o compromisso institucional com a qualidade assistencial e com o cuidado integral ao paciente. Entendemos que o tratamento oncológico vai além dos procedimentos clínicos e terapêuticos, envolvendo também aspectos emocionais, sociais e familiares”, afirmou.