INSCRIÇÕES ABERTAS! I Mostra “Práticas no Fórum”: Partilhando experiências em desmedicalização

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Não exijam da política que ela restabeleça os “direitos” do indivíduo tal como a filosofia os definiu. O indivíduo é produto do poder. O que é preciso é “desindividualizar” pela multiplicação e o deslocamento, o agenciamento de combinações diferentes. O grupo não deve ser o liame orgânico que une indivíduos hierarquizados, mas um constante gerador de “desindividualização”.

Foucault, O Anti-Édipo

 

 

O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade surge em 11 de novembro de 2010 como uma estratégia político-científica para pensar o enfrentamento aos processos de medicalização da educação e da sociedade. À época, os crescentes diagnósticos de transtornos da aprendizagem, como o TDAH, Dislexia, TOD entre outros, nos pareciam mais uma aparição de preconceitos estruturais do sistema escolar: afinal, o que fazer com a diferença?

E nessa caminhada, parecia que algo grande sempre nos sondava à espreita, na esquina, ou do lado de fora, o Capital, a Sociedade, a Indústria Farmacêutica, mas e nós com isso? Sabíamos que a lógica neoliberal e a máquina do capitalismo não se cansariam de tentar nos cooptar, na lógica da produção e em sua ready-made politcs. Afinal, somos atravessados por essas lógicas, a neoliberal, a medicalizante. E isso coloca uma pauta importante para os movimentos, como elaborar estratégias que consigam tencionar e tensionar discussões?

É nessa proposta que a I Mostra do Fórum surge com a ideia de coletivizar e produzir bons encontros. Passados sete anos, produzimos 4 Seminários Internacionais, cartilhas, documentos, portarias, Seminários Regionais, Seminários Internos, mas afinal, como ativar um rede desmedicalizante? Uma que se espalha em poesias, grafites, fotos, poemas, abraços, tentativas. Práticas que perpassam estratégias de invisibilidade de professoras e professores no chão da escola, quando propõem fugir das aulas apostiladas e iniciar outras atividades. Práticas invisibilizadas no fluxo de atendimento na ponta dos serviços de saúde quando esses se propõem a sentar com as produtoras de demandas da escola e acolhê-lhas como canal de conversa e não naquele pingue-pongue de encaminhamentos?

Talvez essas práticas desmedicalizantes estejam espalhadas porque a lógica medicalizante não quer que as mesmas se tornem um elemento possível nas relações humanas. E é por isso que é preciso estar conosco nessa construção.

Convidamos todxs a enviarem seus relatos de práticas e experiências desmedicalizantes. Como você faz isso? Com quem? Em que mídia? Com qual aposta? Com quais erros?

Queremos imergir numa coletividade nos dias 18 e 19 de Agosto, na UFF, Niterói, para compartilharmos, experenciarmos e sermos afetados pelas mútliplas práticas e estratégias.

O evento é totalmente gratuito, e os envios de relatos podem acontecer até o dia 10 de Agosto.

Você também pode participar das discussões tirando fotos, fazendo desenhos, será muito bem-vindo. 

Para saber mais informações acesse o site: http://mostra.medicalizacao.org.br/

Abaixo o cartaz do evento e programação

 

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira
18 de agosto de 2017

16h Recepção dos participantes
17h às 19h30 Conferência com o Paulo Amarante
Confraternização: Lual no Gragoatá

Sábado
19 de agosto de 2017

8h30 as 9h30 café da manhã de boas-vindas
9h as 12h30 Primeira rodada de apresentações
12hs30 as 14hs almoço
14h as 16h Adensamento das discussões e produção de artigo/bandeira/música/intervenção
16h – 17h Plenária final com a apresentação das intervenções
17h30 Mesa Festa