E a PNH foi conhecer Rio dos Cedros SC (18 08 2017).

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Dia de sol, expectativa elevada. Era hora de oficina sobre humanização.

Todos os trabalhadores da saúde dispensados do trabalho, acordo feito com a Secretaria de Saúde e a população. Grande aposta, muita responsabilidade.

Levei  nos materias as queridas histórias da Rede Humanizasus, antigas apostas que sempre encontraram ressonância nos espaços por onde vou.

Lá vai seu Francisco, a menina do cartaz, o homem que gosta da música do “Silvio Santos” e as orquídeas no espelho.

Ansiosos querem logo contar suas histórias, olhar nos olhos destes novos conhecidos e buscar acender neles o encantamento pela humanização, o desejo de estar em coletivo, a vontade de ativar a humanização nos processos de cuidado e de gestão.

Fui muito bem recebida já na entrada da cidade. Algo ia me conduzindo para um aconchego de velhos amigos. E qual não é minha grata surpresa quando chego ao local do encontro: O museu de imigração da cidade. Lugar mágico, cheio de história, lindas lembranças de uma construção, que estou ali também para ajudar a fazer. Senti-me presenteada por tamanha confiança.

E tomada pela força de todas as histórias que se transversalizam em mim, começamos o encontro. Ainda um pouco distante, mas que vai aos poucos se conectando. Reconheço alguns colegas de outros espaços, mas a intensa alegria chega quando vejo no grupo alguns talentos do show. Sim, trabalhadoras que aceitam a proposta de apresentarem um teatro no Show de Talentos do SUS em Pomerode em Abril de 2017.

A gestora Miria confiante e alegre esteve o tempo todo integrada ao coletivo, mostrando que sim seria possível produzir um comum daquele espaço.

Começamos com leituras grupos aonde as histórias do Panatis (Natal RN) iam se espalhando pelo grande auditório. O que é humanização? O que é saúde? O que é trabalho? O que é trabalho em saúde? A partir da leitura destas histórias íamos falando do dia a dia do cuidado e da gestão, buscando respostas ou alinhavos delas para cada uma destas questões.

Alguns falaram mais, outros menos, alguns só ouviram atentos, mas com expressões de reflexão. Ninguém parecia alheio ao que estava acontecendo naquele momento.

Hora do café, mais socialização. Alegria e conexão.

Em seguida partimos para outra etapa do trabalho. Exercitar modos diferentes de realizar uma tarefa. Pontos convergentes e ao mesmo tempo tão diferentes. Fazer cada um a sua parte ou fazer o trabalho coletivamente. Cada qual realizou sua tarefa, mas com resultados totalmente diferentes. Em seguida da experimentação falamos do trabalho coletivo, seus desafios e suas imensas produções de harmonia e alegria.

Depois nos voltamos para os talentos múltiplos dos trabalhadores e como se pode usar a arte para produção e promoção de saúde. E com isso ser mais feliz no trabalho, sem esquecer-se dos desafios, mas colocando-os na roda e neste compartilhamento, suavizando os pesos e vibrando com as realizações.

Pra mim foi bem assim, pura alegria e realização. Espero ter conseguido fazer jus, neste relato, a riqueza deste encontro. E que este meu relato possa encantar mais pessoas por aí!

Obrigada Miria Eliete Schimidt Floriani pela confiança. Obrigada enfermeira Josiane Paterno por idealizar este encontro.