SAÚDE NA ESCOLA
A questão da educação em saúde, como ferramenta da prevenção de doenças e da promoção da saúde, merece naturalmente mais atenção no contexto das atribuições das equipes do PSF/ESF.
Com unidades de saúde, às vezes minúsculas, com recepções pouco apropriadas, sequer ao acolhimento fundamental, como fazer educação em saúde em ambientes tão pouco propícios.
Surge a escola, geralmente mais arrumadas que as nossas unidades de saúde, pelo menos para as questões da educação em saúde, como grande alternativa a esta formidável ferramenta da prevenção de doenças e promoção da saúde.
Alagoas apostou nas "Escolas Promotoras da Saúde", o Ministério da Saúde vem com a proposta de fomento do PSE-Programa Saúde na Escola.
Para quem é oriundo do magistério universitário das ciências biológicas e da saúde, e atualmente atuando na "ponta", na linha de frente do "Saúde da Família", vejo com muito bons olhos, a estratégia de aproximação dos colegas da saúde, com aqueles que fazem o ensino fundamental e médio, em tantos rincões do nosso grande Brasil.
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Comentários
SAÚDE NA ESCOLA
Ajuricaba / Nova Ramada/RS
Humanização da educação
Oi Clyton,
Muito pertinente a sua reflexão!
Milito também no magistério e tenho defendido a implantação
de uma política de humanização na educação. Uma política que
busque a valorização de todos os sujeitos implicados no processo
ensino/aprendizagem: alunos, professores, gestores e família.
Quem acompanha a mídia, tem percebido o quanto é desumana a nossa educação. Escolas ainda, com acesso difícil, com uma ambiência vergonhosa, desacolhedora, material humano desqualificado, família ausente do processo, enfim, um caos. É verdade que já existem, em alguns municípios, escolas adequadas às necessidades dos alunos, mas não contemplam todo o coletivo implicado no processo.
E quanto a saúde, não dá pra ser desvinculada da educação. Saúde sem educação e educação sem saúde não existem. Uma está embricada na outra.
No HILP, onde trabalho, temos a iniciativa "Educando para a saúde", entre outros objetivos, trabalhar informações sobre o binômio saúde/doença, direitos civis e sociais e formas de acesso e por aí vai.
Segundo Gauderer, quanto mais e mais bem informado o indivíduo, melhores condições ele terá de atingir a sua autonomia. E isso implica na garantia de qualidade de vida.
Você, inclusive, me deu a ideia de preparar um post sobre esse nosso trabalho, para socializá-lo na rede.
Vamos aquecer essa discussão na rede.
Um abraço!!
Emília - Teresina/Piaui
PROGRAMA/ ESCOLA
Concordo colega, a ESF vem se fortalecendo e ganhando espaços que são seus de direito, não vejo perspectiva de mudanças se a educação não estiver enrraigada junto. É lstimavel em rodas de conversa fazer uma escuta das falas entre estudantes, a giria e palavrões são parte de seu vocabulário diário, que futuro queremos para nossas crianças? ignorância, alienação. Somente com educação e saúde implicadas neste processo de construção , a promoção e prevenção da saúde se concretizará de fato.
Não vejo que espaços sejam o problema, quando se lança uma proposta que consegue afetar e ser afetado, o espaço pode ser um pequeno detalhe, até mesmo embaixo de uma árvore.
Já ea hora do governo acordar, um abraço.