Estudantes médicos incorporam habilidades para orientar medidas de prevenção para Doenças Crônicas

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Estudantes da Graduação de Medicina se inserem em oito Estratégias Saúde da Família (ESFs), localizadas nos municípios de Presidente Prudente e Álvares Machado, graças a uma Parceria Academia-Serviço firmada entre a UNOESTE (Universidade do Oeste Paulista) e SMS (Secretarias Municipais de Saúde) das duas localidades).


Facilitadores utilizam Metodologias Ativas como a Problematização para estimular a criação de Planos de Ação, relacionados à Epidemiologia que emerge dos territórios ligados às Unidades de Saúde.
Um dos Planos de Ação, criado pelos acadêmicos do Curso Médico, esteve relacionado às habilidades dos estudantes para orientar medidas de prevenção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), em grupos de hipertensos e diabéticos, na ESF. Os Facilitadores estimularam os estudantes a organizarem uma orientação alimentar baseada em evidências, com inclusão de alimentos saudáveis para os participantes do Plano de Ação. Também foram estimuladas prescrições, sob supervisão da Facilitadora, para a prática de exercício físico estruturado, com plano de metas para reavaliação do usuário SUS, após a incorporação dos hábitos saudáveis no cotidiano das pessoas que moram na área de abrangência da Unidade de Saúde. Todos os usuários do SUS que participaram do Plano de Ação, apresentavam fatores de risco para doenças crônicas.
Facilitadores utilizaram o Arco de Maguerez, após a realização do Plano de Ação, para estimularem “Reflexão na Ação”. Estudantes consideraram que o Brasil, atualmente, passa por uma transição epidemiológica e demográfica, na qual as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) se tornaram mais prevalentes, representando uma prioridade para a saúde pública. A Facilitadora explicou que estimativas indicam mais de 45% da população adulta, em nosso país, sendo portadora de alguma doença crônica: cardiovascular, respiratória, renal, neoplasia ou diabetes.

Acadêmicos consideraram, nas discussões, que as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) apresentaram um crescimento importante, dentre as causas totais de mortalidade, com taxas acima de 70% na proporção de óbitos anuais do Brasil. A Facilitadora explicou que a mortalidade pode não refletir a carga total representada pelas DCNTs, mas elas contribuem de maneira expressiva, para impactos negativos na qualidade de vida das pessoas, impondo limitações funcionais secundárias à perda da mobilidade, ao aumento nas internações hospitalares, impactando na economia do Brasil. Essas doenças podem gerar absenteísmo, aposentadorias, além da redução no número de pessoas economicamente ativas no país.
A Professora também considerou que os Profissionais de saúde que receberam treinamento em Saúde Coletiva, geralmente adotam, consigo mesmos, hábitos mais saudáveis apresentando melhores perfis para o aconselhamento relacionado à prevenção e manejo de DCNTs.
Na avaliação do Plano de Ação, os estudantes consideraram como importantes as intervenções focadas nos hábitos de vida e comportamentos dos usuários do SUS, na ESF. Consideraram também a importância do aconselhamento pelo profissional de saúde, ressaltando o papel do futuro médico como sendo vital. Os participantes consideraram como positivos os resultados das orientações na Roda de Conversa. A comunidade local foi beneficiada em relação à Educação em Saúde, com estímulo aos hábitos de vida saudáveis, intimamente ligados à motivação e ao domínio do conhecimento por parte do futuro médico.

Referências:
Conhecimento e habilidades de estudantes de medicina em prevenção de doenças crônicas: uso do exame clínico objetivo estruturado como ferramenta de avaliação
Disponível em: Aqui 

Acesso em 12 10 2021, às 14h 18min.