Analisando a Rede

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Ainda aguardo pelo relatório mais atualizado de acessos a RHS. Lembro isso e aproveito para confirmar se o contador de acessos aos posts registra (além dos Page views, ou visualizações do post) o tempo que cada acesso dura. É isso mesmo?

Além disso, tenho para mim que muitos acessos a RHS nos chegam de buscas feitas no Google, ou outro site de pesquisa por estudantes ou internautas, tendo como origem as palavras digitadas no campo de pesquisa. Elas podem levar ao post pelas TAGS, pelo título ou por qualquer termo ou expressão presente ao longo do texto.

Ou seja, se eu estiver interessado em termos como cinema e “o lago dos cisnes” posso chegar ao post do Altair https://redehumanizasus.net/11665-o-cisne-negro-o-filme-que-homenageia-antonin-artaud.

Já se a pesquisa for sobre cinema e exobiologia ou extraterrestres posso chegar ao post https://redehumanizasus.net/8369-distrito-9-uma-reflexao-sobre-as-insignicancias-do-humano.

Isso explica porque, uma vez publicado, os textos nunca mais param de ser acessados. Se globalmente, o múmero de pessoas conectadas cresce o efeito deve se replicar nas amostras do todo.

O título do post também ajuda muito, pois um determinado título pode ser mais frequentemente pesquisado.

Acho que é o caso de meu post sobre https://redehumanizasus.net/5209-politica-de-saude-no-brasil-e-nos-eua que resenha o documentário de Michael Moore sobre a politica de saúde nos EUA. Ele teve apenas 7 votos, nunca esteve na página principal e já tem 6535 Page views desde 17 de Março de 2009 às 19 horas e 16 minutos.

Não sei quantos acessos se referem apenas a visualizações rápidas e quantos demoraram o suficiente para que o texto tenha sido lido. O Google Analytics tem muitos recursos e fornece uma série de informações que esclarecem sobre estas dúvidas. Tenho a impressão de que ele não conte às vezes em que o post é copiado ou salvo no HD do computador, cartão de memória, pendrive, etc.

Desta forma entendo que estamos dialogando com um público potencialmente maior do que o de inscritos na RHS. Esta hipótese explica o fato de um texto ter menos de 10 votos e mais de 400 acessos ainda antes de ir para a primeira página. Creio que este é o caso da mais recente postagem da Iza. Ou, no caso do meu último: – Que muitos olharam rapidamente e não votaram nele, ou porque não podem votar porque não são cadastrados, ou porque não quiseram.

Nas minhas duas últimas publicações experimentei fazer uma experiência.

O penúltimo post, de 18 de Abril, compartilhei no Facebook, mas não anunciei na lista do [email protected] Ele tem até agora 74 visualizações. 75 agora que coloquei o link na frase anterior. O mais recente, de 1º de Maio, compartilhei no Facebook e anunciei para os participantes da [email protected]; ele já tem 110 acessos.

Conclusão: o Facebook, como o Twitter, é um site de interações rápidas. Se você acessá-lo uma vez ao dia, ou uma a cada dois dias só verá as atualizações disponíveis pelo tempo em que estiver conectado e as citações de seu nome. A lista é mais direta e é mais efetiva para mobilizar um grupo grande, mas de interesse focado, como é o da lista de discussão. Mas mesmo com 110 visualizações tem apenas 6 votos, descontando o meu.

Resta saber:

Porque, mesmo com o número de votantes e de acessos sempre crescendo, o número de votos é relativamente estável (quase que apenas o suficiente para mandar as postagens para a primeira página)?

Será que depois que despachamos a postagem para a primeira página simplesmente não conseguimos mais dar uma olhada nos que foram sem o nosso voto?

Ou seja, a ampla gama de assuntos tratados nas postagens é maior do que a capacidade de absorção do coletivo votante?
Quantos são os votantes hoje?

Como a regra de promover a votante cada autor que leve um título a primeira página afetou o fluxo das mensagens?

Quem me acompanhou até aqui já sabe que este e-mail vai virar um post em minha página na RHS. Sim leitor da RHS, este texto começou a ser escrito como um e-mail destinado aos participantes do grupo de discussão da RHS no Google Groups. Seguidamente transporto meus textos de lá para cá.

É uma forma de manter meu diário de bordo abastecido. Acho que aqui o debate fica armazenado de forma mais aberta. A lista lá é fechada e um esforço reflexivo merece a liberdade de circular o mais longe possível.

Além do que, este hábito de transformar mensagens de e-mails em textos, ajuda a entender o quanto, nós da lista de discussão, acessamos a RHS. Considerando que quem leu um texto em seu e-mail, raramente irá acessar a mensagem de novo aqui no site da RHS.

Perceberam como é importante saber a diferença entre visualização de uma página e a permanência no site por um tempo suficiente para uma leitura dinâmica ou mais ou menos demorada?

Minhas sugestões aos editores:

1. Que estudem uma forma de permitir comentários de pessoas que não estejam cadastradas. Isso exigiria certamente uma maior logística para moderação dos fluxos. Mas este é o padrão geral da blogosfera e certamente enriqueceria muito o debate.

2. Poderíamos ver se há um Software capaz de fazer a contagem de cópias de postagens ou downloads de páginas da RHS.

Afinal sabemos que muitas aulas contam com apresentações de imagens de textos capturadas da rede. E muitas pessoas fazem comentários sempre que podem se um texto as deixou mais mobilizadas ou tocadas.

Eu adoraria ler opiniões contrárias ao SUS, posições liberais, conservadoras, céticas, ou simplesmente divergentes. E conhecer quem nos combate é uma informação nada desprezível.

Enfim são apenas sugestões de um leitor assíduo e blogueiro amador.

Um forte abraço a todos!