IMAGIN(AÇÃO)

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Deixo este poema criado ao som de “Imagine” de John Lenon!

Paz e vida plena para [email protected] vocês!

IMAGIN(AÇÃO)

Não somos autômatos
Não somos moscas
Não somos sapos
Que comem moscas
Não somos meras extensões
Do nosso ambiente
Porque parte dele
Somos nós mesmos
Consequências diretas
Da nossa imaginação
Os prédios nascem
Das nossas mãos
As árvores indianas
Hoje ofertam mangas
no fundo do nosso quintal
Os pardais de Portugal
Gorjeiam em nossos jardins
E as praças e bosques
São materializações
Do pensamento criativo…

Anterior a ação
Existe a imaginação
E imaginar que o poeta
Queria seu leitor
Restrito ao “imaginar”
Expressa o sintoma
Da absoluta falta de imaginação
Primeiro é preciso imaginar
E, imaginando o mundo novo
Podemos transformar o que temos
Mas, tranformar o que temos
Sem imaginar o novo
É inadivertidamente
Repetir o antigo
Pensando que é novo
Assim o fascismo
Foi buscar nas legiões de Cesar
Sua inspiração belicosa
Assim o Nazismo
Deleitava-se da perversa materialização
Da “Cavalgada das Valquírias”
Nos guetos e campos
Que espalhou pelo mundo
Se o peso da história
Oprime o cérebro dos vivos
Com tradições mortas
É porque parte daqueles
Que querem transformar o mundo
Abdicaram de imaginar o mundo novo
Antes de transformar o velho
A poesia é como a bíblia
Permite várias leituras
Eis a riqueza da metáfora
Ela é sempe transcendente
Não castre o poeta
Pois ele imaginava
E sempre no ato de imaginar…AGIA
Esse é o segredo
As duas coisas caminham juntas
IMAGIN(AÇÃO)

ERASMO RUIZ